quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

2011

Arquimedes Estrázulas Pires

2011

Ciclo é o nome pelo qual identificamos fenômenos ou fatos que se sucedem, periodicamente, numa certa ordem.
Em se tratando de tempo, podemos defini-lo, por exemplo, como sendo as horas, as semanas, os meses, os anos, os séculos...
O Universo tem seus ciclos e nós, nesta infinitesimalmente minúscula partícula chamada Terra e como integrantes dessa ordem cósmica, também temos os nossos.
Neste exato momento em que nos comunicamos através de palavras, vivemos o final de mais um desses períodos - identificado como ano de 2010 - e nos preparamos para o início de um novo ciclo dessa marcha infinita a que os calendários fazem referência como... Ano 2011.
Dividindo assim o tempo, podemos aproveitá-lo com mais eficiência e de modo mais útil para o nosso próprio desenvolvimento material, intelectual, moral e espiritual; é mais estimulante andar trechos menores.
Aliás, é pra nos exercitar nesse ritmo de evolução constante que existimos e é durante esse exercício que celebramos a Vida e, fazendo-o, honramos a Deus.
Caindo e aprendendo a levantar, chorando e aprendendo a sorrir, perdoando e aprendendo a perdoar, amando e aprendendo a amar, errando e aprendendo a acertar, conhecendo e dividindo conhecimentos, crescendo e ajudando a crescer, sendo justos, honrados, dignos de todas as bênçãos e certos de que somos abençoados, podemos ser de extrema utilidade ao mundo em que vivemos, tornando-o mais iluminado, pacífico, ordeiro, aprazível, hospitaleiro e, por isso mesmo, muitíssimo melhor.
É o mínimo que podemos fazer em agradecimento a Deus, que nos Dá a Vida e onde dela desfrutar.
Fazendo ao próximo só aquelas coisas que nos deixarão felizes se ele as fizer por nós, estaremos sintonizados com o sentimento Crístico, nos tornaremos merecedores das promessas de Deus e... Seremos felizes.

FELIZ ANO DE 2011!!!!!!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A Escolha, as Sementes e a Porta


22.12.2010
Arquimedes Estrázulas Pires
            Estive lendo um texto do Frei Betto[1], sobre o “esvaziamento” que a modernidade promove na vida das pessoas. Ele intitulou esse artigo de “Análise Socrática dos Tempos Atuais”. Refere-se ao que dizia Sócrates[2], o grande filósofo e pensador da velha Grécia, quando lhe perguntavam o que fazia – vez em quando - diante das lojas da bela Atenas, quando por elas passava: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !"
            Nem lá, naqueles idos tempos, nem cá, nos tempos de agora, as pessoas preocupavam-se – ou preocupam-se - com o que verdadeiramente tem importância na vida: A Vida!
            A vida vem da Única Fonte geradora do Universo, a que nos acostumamos identificar como Criador de Todos os Mundos e a chamar de... DEUS, essa Inteligência Suprema, que tudo criou para servir de instrumentos de ascensão ao espírito humano, esse ser que insiste em se demorar na estrada e atrasar a marcha.
            Ao fazê-lo dessa forma, não só perde tempo com coisas que não lhe engrandecem, mas também acaba derramando pelo caminho o mínimo da bagagem pouca, até que... vazio, nem sempre tem tempo de perceber – em tempo - a perda, arrepender-se e recomeçar.
            As banalidades, os prazeres fugidios, as futilidades, o despudor, as portas largas e a despreocupação com a própria existência, têm contribuído para que grandes parcelas da humanidade se transformem, a cada novo dia, em produto de consumo para forças trevosas que vampirizam energias vitais mal utilizadas pelo ser criado. Uma irresponsabilidade que demandará reparo irrevogável e, certamente, severo.
            Quando o Apóstolo Paulo diz que todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm“ [I Coríntios 10:23], está dizendo que é preciso saber usar o livre-arbítrio, essa liberdade que as pessoas têm, de fazer o que bem entenderem, desde que não prejudiquem a si mesmas e ao próximo [I Coríntios 10:32]; está dizendo que temos liberdade para agir como preferirmos, mas que nem tudo será tolerado pelo Senhor da Vida, porque devemos celebrá-la e não tisná-la por nossa incúria.
            A tecnologia, aliada à indústria da diversão, nem sempre tem proporcionado outra coisa que não a agressão e o prejuízo à formação intelectual, moral e espiritual das pessoas que não têm acesso ao conhecimento sadio. Abalar – propositadamente - a fé de quem já a tem em pouca quantidade, é abusar da verdade contida nas palavras do Mestre: “a aquele que muito tem, muito mais será dado. E ao que tem pouco, até o pouco que tem lhe será tirado”. [Mt: 13,12] Paradoxal, mas absolutamente verdadeiro, como toda a Palavra do Cristo!
            A quem tem muita fé, muita saúde, muita razão, muita vida, muito amor pra dar, muito entendimento e muita capacidade de compreender, sempre mais lhe haverá de ser acrescido ao que já tem, porque é na boa terra que as boas sementes germinam com facilidade. [Mc 4: 8]
Pobre do pobre em espírito, no entanto, que com um mínimo de fé ou de qualquer dos ingredientes acima, fica extremamente vulnerável e, para perder o pouco que tem, não custa absolutamente nada. É sempre preza fácil dos acenos marotos da propaganda e da leviandade, dos “falsos profetas” e dos “vendilhões do templo”.
            Sempre haverá tempo e oportunidade, no entanto, para abrir os olhos e os ouvidos e então poder, com clareza, ver e ouvir [Mt: 13;13].
A humanidade ainda acabará desistindo da produção de coisas de maus propósitos e de mau uso, porque terá compreendido que daquilo que plantar sempre colherá. Mas antes disso é preciso que mate em si mesma a semente velha, pra que a nova possa nascer e melhorar o mundo. Do sentimento bom, se o semeador for cuidadoso, é que nascerá o homem novo - aberto e sensível aos ensinamentos do Cristo - que tornará melhor o mundo à sua volta. [I Cor. 15:36]
Quem se ocupa do plantio da boa semente certamente colherá bons frutos que, bem aproveitados, nutrirão o Espírito de Deus que está em cada um de nós.
Sabendo o que deseja colher e escolhendo com bons critérios as sementes que plantará, ainda que para chegar à Seara precise arrastar-se pela porta estreita [Mateus 7: 13 e 14], verá que além dela há um horizonte novo e iluminado, no qual reconhecerá, com facilidade, o Reino de Deus.
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[1] Frade Dominicano e Escritor Brasileiro, autor de mais de 50 livros publicados no Brasil e no exterior.
[2] Filósofo Ateniense de grande importância na cultura ocidental. O mestre que se recusa a ter discípulos; um homem piedoso, executado por impiedade.[Wikipédia]

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

MORTE?

                          MORTE?

                                             17.12.2010

Arquimedes Estrázulas Pires
O que é esse tão temido fenômeno a que chamamos de morte?
Na verdade, nada mais do que uma simples mudança de condição existencial. Uma simples mudança de dimensão e frequência.
Se olharmos essa condição de existência por ângulos diferentes daqueles a que – culturalmente - estamos acostumados a olhar, fica mais fácil entender que a morte não existe.
Uma planta, quando “morre”, apenas muda da condição a que nos acostumamos a vê-la, para uma nova condição. Agora já não é mais uma planta, mas uma fonte de energia para outras formas de vida. Durante o processo de decomposição alimentará alguns bilhões de microorganismos que, alimentando-se de suas céluas, as decomporão em micronutrientes que alimentarão outras formas de vida microscópica e outras plantas. Esse processo é cíclico e contínuo.
Os microorganismos que aí se alimentarem atingirão o seu limite de vida e ao “morrerem” realimentarão o proceso fornecendo energia para novos seres de sua cadeia alimentar. Da mesma forma, as novas plantas que daí recolherem energias e micronutrientes, através de suas raízes e da fotossíntese, ao deixarem de existir como tais, darão início a um novo ciclo de vida.
Na Natureza nada morre e, rigorosamente, nada é estático. A ciência comprova isso através da “Lei da Conservação das Massas”, de Antoine Lavoisier. De acordo com ela, “em um sistema qualquer, físico ou químico, é impossível criar ou eliminar matéria. É possível apenas transformar essa matéria, de uma forma em que inicialmente se apresente, para outra. Portanto, nem se pode criar alguma coisa do nada e nem se pode transformar alguma coisa em... nada”.
“Na natureza, nada se cria e nada se perde; tudo se transforma”, diz Lavoisier.
O Universo pulsa, incessantemente, em todas as suas dimensões e em todos os seus quadrantes!
Seguindo esse princípio é possível compreender que o Espírito humano, energia fluídica, vibrátil, irradiante e imortal, habitando um corpo físico, energia condensada, pesada e mortal, periodicamente precisa se desfazer deste para continuar sua experiência eterna de buscar conhecimento, verdade, sabedoria e perfeição. Também aqui o processo que denominamos “morte” repete-se exatamente segundo o rito desenvolvido pelos vegetais.
A morte, portanto, da forma como nos incutiram história afora, definitivamente, não existe!
O Espírito, livre das “amarras” físicas, cumpre, em outros planos ou outras dimensões, etapas existenciais que não lhe tolham a busca ou a aquisição de conhecimentos e o acúmulo de experiências, enquanto se prepara para as futuras viagens que terá que cumprir à matéria, em atendimento ao seu programa de vida eterna em permanente evolução. Porque a meta final do Espírito Criado é e será, sempre, a Perfeição.
Paulo, o Apóstolo, diz que “o corpo é o templo do Espírito” [I Cor. 6: 19]. Estudando os “caminhos” do Espírito verificamos que ele ocupa diversos desses “templos”, durante o processo misericordioso das reencarnações sucessivas, colhendo experiências, cumprindo provas, resgatando dívidas, acertando contas e evoluindo.
É nessa infinita viagem pelos caminhos do tempo que o Espírito humano busca as esferas mais altas da existência, onde atuam os Espíritos Puros [Allan Kardec, LE: 100 a 113].
O Espírito depende de um corpo físico, em cada tempo, para cumprir sua jornada evolutiva e, ao atingir a condição de Espírito Puro, então já não precisa deles, porque não tem mais a necessidade imperiosa de reencarnar; a menos, claro, em missões especiais. É nessa condição de Espírito Puro, com todas as experiências indispensáveis para que seja considerado um sábio, que o Espírito Humano chega à condição de Anjo de Deus.
Permanece indispensável, no entanto, o esclarecimento de que nem mesmo na condição de Anjo de Deus o Espírito passa à ociosidade. As tarefas evolutivas não cessam jamais. Aqui, pra que a memória seja - uma vez mais - estimulada positivamente, é preciso lembrar de que “há muitas moradas na Casa de Meu Pai”. [Jo 14: 1 a 3]. Os Anjos de Deus têm – certamente - muito que fazer em cada uma delas. É quando passam de “instruídos” a “Instrutores” e de obreiros nos mundos onde a marcha da evolução é mais pesada e difícil, a integrantes das Divinas hostes de Auxiliares Diretos do Criador.
Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento. Deu a cada um deles uma missão, com o fim de esclarecê-los e, progressivamente, conduzi-los à perfeição pelo conhecimento da verdade e para que possam, assim perfeitos, aproximarem-se D’Ele. A felicidade eterna e sem perturbações, cada Espírito encontrará nessa perfeição. Os Espíritos adquirem o conhecimento passando pelas provas que Deus lhes impõe. Uns aceitam essas provas com submissão e chegam mais prontamente ao seu destino; outros não conseguem sofrê-las sem lamentação, e assim permanecem, por sua própria culpa, distanciados da perfeição e da felicidade prometida.” [Livro dos Espíritos – 115]
Todos os espíritos, indistintamente, atingirão a Perfeição; o tempo pra chegar lá é que depende de cada um, mas o destino é o mesmo para todos. Virá o dia em que todos, rigorosamente, seremos Anjos de Deus.
No livro “A Vida Além da Sepultura”, escrito em parceria com o espírito Atanagildo, com psicografia de Ercílio Maes, Ramatís descreve o fenômeno da morte como sendo "uma simples mudança de apartamento para o espírito"; uma muito natural  "volta para casa".
A saudade que sentem, a parentela e os amigos, é outra coisa. É o sentimento de impotência diante da saudade que prenuncia um tempo não sabido, distante daquele que acaba de “voltar pra casa”. Mas também é a soma do desconhecimento sobre as verdades Divinas que Jesus Cristo prometeu esclarecer - no devido tempo - através do Consolador Prometido ou Espírito de Verdade. [João 14: 15 e 17 a 20]
Seria muito bom se fosse possível fazer ver e compreender, a aqueles que passam por essa ruptura temporária em suas relações familiares ou de amizade, que tudo se passa como se aquele que partiu houvesse apenas saído para uma viagem de estudos e que logo todos poderão novamente confraternizar e desfazer saudades.
Mas, embora seja normal que o “homo sapiens”, de posse do livre-arbítrio, já não mais se mova por força de instintos, mas de sentimentos, ainda levará algum tempo até que todos se acostumem à ideia de que tudo passa; até mesmo a tristeza.
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Natal outra vez

Então é Natal outra vez
       Quem chegou até este estágio do ano que se acaba poderá descobrir que:

        1 – Transpôs obstáculos e ficou mais forte;
        2 – cometeu erros e teve a necessária sensibilidade para aprender com eles;
        3 – obteve vitórias sobre si mesmo e chega a um marco que indica novo tempo, de esperança e de fé;
        4 – conquistou posições novas no jogo da vida e torna-se, proporcionalmente a isso, maior diante de si mesmo;
     5 – constata que está VIVO e que, em razão disso, muito mais do que as eventuais reclamações, próprias de nós, humanos, deve AGRADECER a Deus por essa magnífica descoberta e tudo o que ela encerra: família, amigos, saúde, trabalho, conhecimento, oportunidades, escolhas, plantios, colheitas, resgates, sabedoria, amor, paz e Luz!
        São as Bênçãos de Deus e, independentemente do ângulo pelo qual você as vê, certamente as recebe, diuturnamente, em profusão.
     É com essa interpretação que desejo cumprimentar a todos pela chegada do dia do Natal.
Não o natal das compras, da cidade artificialmente iluminada, das vitrines criativamente enfeitadas, dos lucros, das comemorações ruidosas, do etilismo irresponsável, do riso forçado, dos abusos, do festejo exagerado.
Desejo cumprimentar a cada um, pelo Natal dos sentimentos que constroem, do equilíbrio, da lucidez, da sensatez, do amor ao próximo, da Caridade, da esperança renovada, da Fé e da Confiança em Deus. Desejo cumprimentar a todos pelo Natal de Jesus, Governador Espiritual do Planeta Terra, Líder Maior dos que se conduzem com bondade e Mestre do Amor Incondicional.
É a Ele, O Aniversariante Divino, que devemos brindar com alegria, na certeza de que estamos dando o que temos de melhor em nós mesmos, por um mundo também melhor.
Criados à imagem e semelhança de Deus, é indispensável que nos esforcemos por assim ser.

Feliz Natal !!!!!!

Arquimedes Estrázulas Pires & Família
                       Dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Universalismo Crístico


A Consciência Espiritual do 3º Milênio
         Com o objetivo de estimular a vontade de conhecer mais sobre essa magnífica Porta de acesso aos fundamentos do Amor, da Reencarnação e da Busca de Conhecimento e Sabedoria é que apresentamos, mais uma vez a quem nos lê, a possibilidade real de saber mais sobre o Universalismo Crístico, pelas palavras do Magnífico Canal das mensagens de Hermes, o Vetor Divino desse “Saber Eterno” que agora chega à Luz do Conhecimento humano.
Acesse o www.universalismocristico.com.br e ilumine-se com os ensinamentos que a Espiritualidade Maior nos passa através dos dotes mediúnicos de Roger Bottini Paranhos.
À guisa de ilustração dos nossos porquês a este estímulo, publicamos, a seguir, uma pergunta feita por um leitor e respondida por Roger Bottini Paranhos. Você também pode fazer as tuas próprias perguntas e obter as respostas que deseja ter. O conhecimento é o único caminho possível para a libertação das velhas tramas existenciais e para a sabedoria que ilumina a alma.
“Conhecereis a verdade e a verdade te libertará.” [Jo 6:38]  
                                                                                                                                                                                                   49 – Pergunta (22/11/2010): Roger, você acredita que o Universalismo Crístico se manterá puro com o transcorrer das décadas? Geralmente as pessoas, com o tempo, distorcem as verdades imortais, como aconteceu com todas as religiões, e que você muito bem relata em seus livros. Você acredita que o Universalismo Crístico não será distorcido ou, então, não se criarão dissidências a partir dele?

Roger:  O Universalismo Crístico é uma ideia, e não uma seita ou organização religiosa. Ele possui uma essência incorruptível baseada em seus três alicerces fundamentais: (I) : o amor ao próximo como a si mesmo buscando cultivar as virtudes crísticas de forma verdadeira e incondicional refletindo diretamente o amor do próprio Criador. (II) a crença na reencarnação do espírito e do carma, pois sem esses princípios não existe justiça divina. (III) a busca incessante pela sabedoria espiritual aliada ao progresso filosófico e científico com o objetivo de promover a evolução integral da humanidade. 

Além desses três princípios fundamentais, o Universalismo Crístico possui dois roteiros inabaláveis: (I) A lei do amor. Tudo que foge da maior das virtudes deve ser descartado, pois não provém de Deus. (II) A busca da verdade. Jesus nos ensinou: “Conhece a verdade e a verdade te libertará”.  A verdade está onde estão o bom senso e a lógica.

Se alguma dissidência ou novas ideias fugirem desses três alicerces e dois roteiros, poderá ser chamada de qualquer coisa, menos de Universalismo Crístico. E cabe a cada um de nós, que buscamos a universalidade do saber espiritual, jamais dar respaldo a essas novas dissidências que fogem desses princípios. Obviamente que devemos sempre respeitar as ideias alheias e até mesmo apoiá-las, se forem  alicerçadas no amor, no entanto, não podemos jamais permitir que o Universalismo Crístico corrompa a sua essência. A essência do UC já é bem ampla e permissiva. Trata-se apenas de um roteiro que tem por objetivo apoiar a caminhada espiritual da humanidade, permitindo a todos liberdade de ação. Se consentirmos que seu “esqueleto central” seja corrompido, o Universalismo Crístico perderá a sua importância e destaque acima das religiões, e tornar-se-á mais uma das milhares de crenças e seitas que existem pelo mundo. Somente a sua estrutura consolidada e incorruptível manterá a sua mensagem universal e perene.

O Universalismo Crístico é a “chave” de tudo... é a pedra filosofal da Nova Era! E tal tesouro precisa ser protegido pelos templários modernos de quaisquer distorções e incompreensões, com verdadeiro espírito de amor e fraternidade.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

DISSOLVER CONFLITOS

                                    Por: Hortensia Galvis
Traduzido por: Arquimedes Estrázulas Pires

        Todos os seres humanos têm dois aspectos a mostrar ao mundo: a fisionomia amável, com todas as qualidades e forças que desenvolveu e o aspecto negativo com todos os defeitos, falhas de caráter e carências inumeráveis.
A isto poderíamos acrescentar que quando a parte positiva está muito mais desenvolvida, o normal é que a sua projeção também seja muito poderosa.
A ciência da felicidade consiste em saber manter-se neutro para que possa obter o melhor que cada ser tenha para dar. Mas só conseguimos isso quando somos capazes de manter nosso foco no positivo. Quando acontece o contrário, ou seja, quando você percebe com certa facilidade os defeitos de alguém, passa a não poupar críticas, reprovar comportamentos, implicar, etc. Estabelece-se, em consequência, a correspondência vibratória exata para que essa pessoa descarregue em você toda a sua negatividade. Realmente, tudo depende da lente que você esteja usando; porque é o teu foco, o que cria as sintonias.
As tuas experiências sempre respondem a uma Lei Cósmica que determina:
“Daquilo que você dá, você recebe”.
Vamos considerar, por exemplo, o caso de um casal de namorados: Normalmente se regozijam nas qualidades um do outro e sua relação os transporta aos píncaros da felicidade e da harmonia. No entanto, tão logo comece a convivência matrimonial, um começa a notar os defeitos do outro, os atributos positivos dos tempos de namoro passam a um segundo plano, a polaridade muda e é nesse ponto que começam a atrair o que de pior ambos tem pra dar; em detrimento da felicidade mútua, claro.
Todo conflito nas relações começa com o enfoque da mente nos aspectos negativos do outro.
A mente humana julga a partir da própria interpretação do que vê e, em seguida condena.
Quando um padrão mental é criado, a energia flui na direção que ele determina, até que um resultado seja produzido; seja qual for.
No caso do exemplo que usamos, dos namorados, as consequências, inevitavelmente, serão: Perder a paz e atrair mais e mais sofrimento. Com o agravante de que uma vez estabelecido esse padrão mental, de críticas e reprovações, será mais fácil assimilar e conviver com a infelicidade, do que modificar as atitudes então estabelecidas.
A crítica e o fuxico são os próximos passos nesse processo de criar conflitos. Quando a má palavra se une ao pensamento negativo, a energia de criação é produzida e a partir daí só ganhará força. Cedo ou tarde o bumerangue que lançamos retornará a seu dono, trazendo consigo uma carga imensa, de negatividade que, invariavelmente, produzirá rusgas, desgostos e doenças.
A pessoa então perguntará a si mesma:
- Por que será que ninguém gosta de mim?
- Por que será que minhas relações estão cheias de asperezas e só recebo incompreensão e agressividade dos que me rodeiam?
Em situações assim a pessoa deve observar, atentamente, seus pensamentos e suas palavras. Cada mente dispõe de todas as ferramentas e energias necessárias para criar sua própria realidade.
Se escolher desejar o pior, a uma dada pessoa, atrairá, dessa pessoa pra você, o que de pior ela tiver. Reconhecer seus valores e focar tuas atenções neles e nas coisas positivas que a tal pessoa tem, mesmo que ela não pense nisso, fará com que irradie pra você o que tiver de melhor.
Prova? Reconheça o lado bom de uma pessoa que conheça e verá que:
1 – Se sentirá muito bem consigo mesmo e
2 – a pessoa abrirá sua guarda e compartilhará com você os seus tesouros internos e sua amizade.
Não esqueça que, do bandido mais empedernido, até o ser mais abominável que possa imaginar, todos têm uma chispa de luz em seu coração.
Concentre-se em reconhecer essa chispa e experimentará em teu mundo a milagrosa transformação que só o poder do Amor é capaz de causar.

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A quem muito foi dado...

Arquimedes Estrázulas Pires
Inúmeros líderes das mais diferentes correntes filosófico-religiosas, sérios, responsáveis e idôneos - cristãos ou não – têm feito referências a alguns arautos religiosos deste início de terceiro milênio, como “mercadores da fé”.
Mais vendilhões de ilusão do que ensinadores da Boa Nova, promovem a troca de valores monetários e bens materiais que colhem a mancheias, por acenos de esperança às multidões desesperadas que procuram, no espetáculo e no imediatismo inatingível da fé paga, o consolo para suas inconscientes e indesejadas colheitas. Porque a apanha será, rigorosamente, da espécie que for plantada! [Gál. 6:7]
Jesus, o Salvador, apresentado às multidões que integram parte dos cerca de 27% da população planetária tida como Sua seguidora, não pode continuar sendo tido e tratado como um serviçal plantonista, sem folga e permanentemente disponível em qualquer situação, para resolver problemas que não Lhe cabe resolver; porque não é atribuição de Jesus Cristo, resolver problemas criados pela incúria!
Já não nos deu Deus o livre-arbítrio como instrumento de medida das nossas responsabilidades? E não nos Disse Jesus, o Sublime Peregrino, que “a cada um será dado segundo suas próprias obras”?  [Mt 16:27]
Há certas coisas, geradas pelo mau uso dessa liberdade de as pessoas poderem fazer o que bem entendem que, enquanto a mensagem do Cristo pelo Seu Evangelho, não for compreendida e praticada, não se modificarão.
Que mérito há em recorrer à Providência Divina a cada dificuldade ou a cada deslize, implorando ajuda ou perdão? Considerando que as dificuldades são os instrumentos que Deus Coloca à disposição de todos pra que se tornem espiritualmente fortes, então, que a sabedoria para encontrar a melhor solução a cada problema, seja o objeto das súplicas; não os pedidos de facilitação para coisas que podem ser resolvidas pelo esforço de cada um.
Não há privilégios no mundo de Deus e, decididamente, não fomos criados para propósitos de vilania, covardia ou leviandade. Que pai ou mãe sente-se feliz vendo um filho – ou filha – de joelhos, ou rastejando, implorando clemência e mendigando soluções para problemas pequenos, de sua responsabilidade, como se isso fosse tudo o que consegue fazer por si mesmo?
Deus não é diferente; afinal de contas, É o Pai de todos e o Criador de todos os mundos! Por que haveria, então, de Querer ver Seus filhos nessa descompostura de mendicância desnecessária, recomendada por certas igrejas e líderes de um Cristianismo incompreendido, se foi para a Luz que nos Criou?
Essa Luz é o que de melhor podemos apresentar como tradução do significado maior do que chamamos de sabedoria. Costumo dizer que a sabedoria é cria do tempo; penso que é uma boa definição! Ninguém pula da ignorância à sapiência, por mágica ou privilégios; na Justiça de Deus não há desses artifícios. Em nossa jornada evolutiva nada recebemos se não por merecimento. Está nas Escrituras.
Ao fazer referência a um Cristianismo incompreendido não estou pensando em empresários famintos de dinheiro e poder, travestidos de líderes religiosos, esses mercantilistas do Evangelho, que vendem a ilusão de um falso paraíso e de um Jesus que salva, socorre e resolve tudo, em troca do que as pessoas têm nos bolsos; ou no banco. Esses sabem demasiado bem, que “a quem muito foi dado, muito será pedido” [Lc 12: 47 e 48]; esses sabem – ou deveriam saber! - que na contabilidade Divina o seu quinhão de responsabilidades é imenso e que, seguramente, responderão por seus feitos.
Também não o faço em relação aos escravos da ganância, que pagam polpudos dízimos e fazem grandes doações espontâneas, na esperança de recebê-los de volta multiplicados por centenas ou milhares de unidades monetárias; como se o que lhes chega às mãos não o fosse por merecimento, missão ou prova! Pessoas assim, que dão pensando em quanto de supérfluo poderão acrescentar ao seu patrimônio, devem imaginar – erradamente, claro – que podem “negociar” com Deus.
Há igrejas que passam aos seus frequentadores a ideia de que é possível atrelar a cobrança do dízimo à garantia de salvação da alma. Como se o amor de Deus, que Jesus coloca graciosamente à disposição da humanidade através do Evangelho, tivesse um preço. [Mt 10. 8]
Ao fazer referência a um Cristianismo incompreendido, estou pensando nos simples de coração e pobres de compreensão, usualmente induzidos ao dispêndio financeiro, emocional e religioso, por conta dessa busca quase desesperada que fazem, de consolo, solução de problemas imediatos e até... salvação; porque o conhecimento da verdade lhes tem sido sonegado. Acreditam em tudo o que ouvem e até no tilintar do poder econômico e do fausto que tem caracterizado alguns grandes templos da atualidade, nesse contexto mercantil, que de cristão tem apenas o nome.
O guizo barulhento de bens só materiais, despojados de sentimentos e razões justas, conflitam de maneira acintosa com a humildade e a pureza de sentimentos de Jesus Cristo, que veio despojado de todas as posses materiais imagináveis e durante os 33 anos em que permaneceu entre os do seu tempo só fez aconselhar a humanidade a “não acumular tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem e onde os ladrões minam e roubam; mas no céu, onde nem a traça e nem a ferrugem consomem e onde os ladrões não minam e nem roubam”, [Mateus 6: 19-21]; o Messias não poderia mesmo agir de outra maneira!
Não se trata aqui de qualquer juízo ou condenação, mas de uma constatação, triste em todos os sentidos!
Está em Mateus, 10: 8, o registro da orientação de Jesus aos discípulos que enviava à pregação do Evangelho: “Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai”.
O que Jesus fazia – e continua fazendo - no anonimato e recomendava que “a ninguém fosse contado”, hoje é objeto de ostentação em praça pública e em grandes e suntuosos templos erguidos com finalidades nem sempre ligadas à Caridade e ao Amor - a Deus e ao próximo - dois dos principais pilares da Obra do Cristo.
O Capítulo 8 do Livro de Mateus está recheado de registros dessa capacidade de curar com simplicidade, com apoio na fé e na confiança em Deus! Era assim que Jesus, o Mestre dos Mestres, curava feridas, dores e outros padecimentos do corpo e da alma das pessoas que O procuravam; não no teatro milagreiro, de apelo psicológico e objetivos econômicos, que hoje se vê.
            Sem nenhuma intenção de “pré-juízo” a sentimentos, intenções ou ações genéricas, porque é indispensável o reconhecimento de que há muita gente virtuosa falando em nome de Jesus em templos, igrejas, centros espíritas cristãos e praças públicas, essa constatação nos reponta ao alerta de que devemos estar sempre antenados.
Orai e vigiai, diz Jesus, pra que ninguém vos engane... Porque falsos cristos e falsos profetas virão em meu nome, farão prodígios e enganarão a muitos; até mesmo os eleitos, se possível for”. [Mateus 24: 5 e 24]
Até é possível que em meio a tanta representação alguém seja – efetivamente - curado, porque “a fé tem um grande poder de cura”, Deus pode curar em qualquer lugar e, se houver merecimento, a cura se dará; mas nem chega a tanto do que é mostrado e nem tudo o que é mostrado espelha a verdade que deveria bordar a história do Cristianismo em qualquer lugar do Planeta.
Nem tudo é passível de cura espiritual e nem toda a religiosidade que impregne as pessoas será capaz de fazê-lo. Porque há resíduos cármicos e produto de plantios ancestrais que precisam ser devolvidos – obrigatoriamente – à natureza, para que o espírito humano, uma vez limpo de tais agregados, possa alçar vôos mais altos em sua jornada evolutiva. As tentativas de burla a tais resgates só fazem atrasar a viagem; porque a colheita é obrigatória e mais cedo ou mais tarde terá que acontecer!
“Tudo posso naquele que me fortalece”, diz o Apóstolo Paulo em sua Carta aos Filipenses, capítulo 4, versículo 13. Mas, se reconheço em Jesus Cristo essa força e faço de conta que O tenho à minha disposição pra que Opere milagres conforme a minha vontade, pra que isso seja convertido em dinheiro e poder é, quando nada, presunção vazia e um profundo desrespeito Àquele que Veio, como Ele mesmo diz, “não pra revogar a Lei, mas para cumpri-la”. [Mateus 5: 17]
Com base nessa declaração do Mensageiro de Deus é fácil concluir que o espetáculo milagreiro contraria a essência da Lei. Ninguém recebe nada fora do tempo de seu merecimento.
 “A quem muito conhecimento sobre as Leis de Deus, foi dado, muito será pedido em relação ao que ensinar ou compartilhar. [Lc 12: 47 e 48]