quinta-feira, 26 de maio de 2011

Depressão

(Parte 1)

20.05.2011
Arquimedes Estrázulas Pires
            “Eu sou aquilo que pratico todos os dias”! [Aristóteles, 360 A.C]
            Poucas afirmativas são mais verdadeiras do que essa do velho filósofo de alta hierarquia, que em remotos tempos esteve por aqui na condição de “melhorador” do mundo dos seres humanos do Planeta Terra.
            Ana Paula de Araújo (www.minhavida.com.br/) em seu artigo intitulado “Hábitos típicos da depressão podem piorar o quadro da doença, escrito em função da divulgação de importante pesquisa da área médica internacional, com subtítulo “Isolamento social e pensamentos negativos afundam ainda mais o depressivo”, mostra alguns resultados e conclusões desse trabalho e, após tomar conhecimento do artigo pela internet, tomo a liberdade de tecer alguns comentários sobre o que ele revela.
            O texto abaixo compõe o primeiro e o segundo parágrafos do artigo de Ana Paula de Araújo, que assusta pelo impacto de suas revelações mas, como toda verdade, é indispensável que seja aberto à opinião dos mais interessados: os seres humanos.
            “A depressão está longe de ser um mal menor - pelo contrário, é uma doença séria que exige acompanhamento médico. A importância do tratamento foi reforçada com a divulgação do estudo "Health in Brazil" (Saúde no Brasil), publicado no periódico científico Lancet, no último dia 9 de maio. Um dos dados mais alarmantes dessa extensa pesquisa é o de que as doenças psiquiátricas, incluindo a depressão, têm diminuído a expectativa de vida do brasileiro mais do que doenças cardiovasculares, que ocupam o segundo lugar no ranking. Aparentemente silenciosa, a depressão é responsável por 19% dos anos a menos - junto a outros distúrbios psíquicos, como psicose e abuso do álcool -, enquanto problemas cardiovasculares foram responsabilizados por 13% desse retrocesso.
De acordo como a pesquisa, 18 a 30% dos brasileiros já apresentaram sintomas de depressão. Além disso, 10,4% dos moradores adultos da região metropolitana de São Paulo sofrem com a doença. Não é fácil lidar com a depressão, ainda mais quando sabemos que, em geral, o comportamento do paciente costuma enterrá-lo ainda mais no quadro. "O 'slogan' dele é 'não vejo saída, não tem solução'", explica a psicóloga e escritora Olga Tessari, de São Paulo”.
Foi por essas razões e outras que podem ser obtidas no artigo que inspira este passeio pelas veredas do ensinamento que tenho recebido através dos estudos do Evangelho de Jesus Cristo e das relações que tenho buscado manter - sempre que possível – entre o veículo físico do espírito que me anima, e os iluminados amigos do Plano Maior, que resolvi me debruçar sobre o assunto e tentar verter sobre ele alguma Luz. Não minha, mas daqueles bons amigos que me inspiram pela graça e misericórdia de Deus.
É por isso, também, que inicio este trabalho com uma máxima de Aristóteles: “Eu sou aquilo que pratico todos os dias”!
Poderia iniciá-lo de outra forma, citando, em lugar do velho filósofo, Jesus Cristo, o Mestre Maior: A cada um será dado segundo as suas obras”.
Qualquer uma das recomendações citadas nos reponta – inevitável e inquestionavelmente – à certeza de que somos semeadores incansáveis de sementes que não param de produzir. Acreditamos em nós mesmos, confiamos na Inteligência Cósmica e colhemos saúde, alegria, realizações importantes, benefícios aos que nos cercam, boas ideias e estímulo para aprender sempre mais, ou desacreditamos de tudo – inclusive de nós mesmos – e colhemos os espinhos da messe que sobra de um plantio descuidado, sem critérios, sem objetividade e sem Deus.
Voltando a Aristóteles, lembramos que no texto que encima este trabalho ele dá, entre outros alertas, o seguinte:
“A razão da tua vida é você mesmo. A tua paz interior é a tua meta.
Quando sentires um vazio na alma, quando acreditares que ainda está faltando algo - mesmo tendo tudo - remete teu pensamento para os teus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você.
Pare de colocar tua felicidade cada dia mais longe”!
Com efeito, a felicidade precisa estar ao alcance das nossas mãos a qualquer hora e a qualquer tempo; talvez seja por isso que o filósofo nos dá este outro conselho:
“Não coloque os teus objetivos longe demais das tuas mãos; abrace os que estão ao teu alcance hoje!
Se andas desesperado por problemas financeiros, amorosos, ou de relacionamentos familiares, busca em teu interior a resposta para acalmar-te; você é o reflexo do que pensas diariamente.
Pare de pensar mal de você mesmo(a); seja seu melhor amigo(a), sempre”!
 Não sou médico, nem terapeuta, nem psicólogo, mas na condição de Cristão Universalista ou, Espiritista Cristão, se alguém preferir assim, tenho buscado compreender os ensinamentos do Mestre Jesus e, posso afiançar que compreendo hoje muito mais do que um dia compreendi, sobre as entrelinhas das parábolas evangélicas que tantas interpretações ambíguas têm inspirado pelas trilhas da existência humana.
Não é por acaso que o Mensageiro do Cristo nos recomenda a mansidão de espírito, a simplicidade nos usos e costumes, a pureza de sentimentos, o amor ao próximo, a caridade, a prática do bem e outras virtudes mais; não é sem uma boa razão que nos Dá essa sugestão, mas porque Ele sabe, como Espírito Excelso, que somos os únicos responsáveis por todas as ocorrências na nossa viagem pelo tempo.
Todos vivemos sob os ditames da “Lei de Causa e Efeito”: A cada um será dado segundo as suas obras”!
Reafirmando essa verdade, o ensinamento de Jesus está resumido nesta recomendação: “Só faça ao teu semelhante aquelas coisas que te deixam feliz quando ele as faz por você”!
Captou a mensagem?
Quem trata bem ao seu semelhante é bem tratado pela vida; tão simples quanto isso!
A depressão - esse “monstro mastigador de almas” - é só o resultado do desleixo com que as pessoas cuidam de si mesmas. Reformem-se, modifiquem-se, abram o coração para as coisas de Deus, para a caridade, para a sinceridade, para a oração, para a solidariedade, para a alegria, para os sentimentos nobres e, certamente, esse “assombroso ser” jamais lhes baterá à porta!
Quando alguém deseja o mal a terceiros ou quando alimenta sentimentos de ódio, rancor, mágoa, desesperança, vingança e ciúme, seu cérebro perispiritual fica bordado de resíduos tóxicos que descem para o cérebro físico – porque tudo o que é pesado tende a descer! – em forma de ordem, para que este se livre desses resíduos danosos que não fazem parte da natureza divina do ser.
O cérebro físico cumpre a ordem e – imediatamente - produz toxinas que descem para o corpo e acabam se alojando nas células dos órgãos mais vulneráveis que encontrarem pela frente, estabelecendo aí uma condição venenosa que, pela continuidade do sentimento que as gerou, envenenam suas estruturas causando as mais diversas enfermidades e entre elas... a depressão.
Uma pessoa que usa como combustível de vida tão somente a ambição desmedida, as insatisfações, as frustrações, o inconformismo, a insegurança, a inveja, a desesperança e os sentimentos inferiores, como se nada houvesse à sua volta capaz de fazê-la feliz e alegre, contente e determinada, empreendedora e decidida, caridosa e justa, inclusive com ela mesma, será sempre uma pessoa candidata à mais variada gama de enfermidades e um alvo em potencial da... depressão.
continua...

Depressão

Depressão
(Parte 2)

20.05.2011
Arquimedes Estrázulas Pires

O “ame ao teu próximo como a ti mesmo e a Deus sobre todas as coisas” quer significar que quando respeitamos e tratamos com cordialidade, presteza, gentilezas e boas maneiras ao nosso próximo, ao mesmo tempo em que plantamos uma boa semente, porque irradiamos energias puras, positivas e sãs, colhemos dela os melhores frutos, no tempo em que deles mais estivermos necessitados; ainda que tudo isso se passe ao largo da nossa consciência.
E também quer significar que quem leva a vida sem sintonia com Deus, A Força que move o Universo, A Fonte da vida, A Inteligência Cósmica ou que nome tenha para cada um de nós Aquele a quem Jesus Cristo chama de Pai, por demonstrar um profundo desprezo pela Criação e por renegar à própria condição de “Filho de Deus”, é natural que viva, não como um ser humano, mas como um toco: sem vida, sem sentimentos, sem vontades, sem desejos, sem alegria, sem saúde, sem amigos e até mesmo sem... instintos, que é a força motriz dos nossos irmãos animais tidos como “não” racionais; a força que os mantém vivos.
E alguém mais incrédulo pode perguntar: “Ah! Mas então é impossível viver sem uma religião, sem a Espiritualidade e sem Deus?”
A resposta mais imediata pode ser esta: É perfeitamente possível viver sem uma religião; desaconselhável, contudo, viver sem sintonia com Deus e a Alta Hierarquia Espiritual, onde está Jesus Cristo, o Governador Espiritual do Planeta Terra e toda uma plêiade de Anjos e Espíritos Nobres, Bons e Puros, que o auxiliam; são eles que nos orientam, como orientam todas as transformações por que passa o Planeta em sua viagem milênios afora.
Sem o sentimento de Espiritualidade, que é muitas vezes mais importante e necessário do que uma religião - porque trabalha as essências e não as aparências - o ser humano se parece com seres irracionais. O que não é bom, porque sendo espírito, não há como renegar suas origens.
E viver sem Deus... é claro que é possível! Mas, quem optar por viver assim precisa ter consciência, em todos os sentidos, de que sem Deus as coisas são muito mais difíceis. Sendo Ele o Criador de Tudo, é evidente que é Ele quem sabe das coisas e das manhas que levam à felicidade, à alegria e à Luz.
Quem vive sem Deus no coração corre o risco de transgredir, desastrosamente, Suas Leis - imutáveis e infalíveis – e de ter que arcar com todas as consequências dessa opção.
Viver sem Deus é mais ou menos como fazer uma viagem, com amigos, familiares, conhecidos, ídolos, líderes, parentes e até seguidores e, lá por certa altura da viagem resolve passar por dentro de um labirinto à beira da estrada, sem saber como é e o que há lá dentro. A turma segue e ele entra. De tanto errar o caminho, de tanto se perder na direção, de tanto tentar acertar e não ter ninguém que o oriente e porque desconhece o caminho, quando chegar do lado de fora depois de toda a epopeia vivenciada aí dentro, os companheiros já estarão tão longe que talvez não haja mais tempo de retomar a marcha com a mesma alegria, o mesmo entusiasmo, a mesma certeza e a mesma segurança de então. Talvez nem haja tempo e a viagem tenha que ser reprogramada pra outro dia, outro tempo, outras circunstâncias.
É o porque das reencarnações sucessivas; cada viagem perdida terá que ser reprogramada e feita, porque a experiência a ser obtida através dela, somente através dela será obtida.
O objetivo de todos é a perfeição e é pra lá que estamos indo. O tempo da viagem depende dos caminhos escolhidos e das opões de cada um. Em síntese, o tempo da viagem depende de como estamos utilizando o nosso Livre-arbítrio.
E não é só. Cada um doa daquilo que o coração está cheio e recebe da vida exatamente disso; só que, multiplicado pela intensidade do sentimento que vibra quando de tudo distribui um pouco aos que convivem ou caminham com ele pela vida.
O artigo da jornalista Ana Paula de Araújo faz referência ao “Isolamento social, como sendo um dos principais comportamentos nocivos e pode variar de acordo com o nível da depressão”.
Em verdade, quanto mais a pessoa vê em si mesma “o nada”, mais nula se sente em relação ao mundo que a cerca. A cada dia estará mais desmotivada e menos confiante em si mesma, vê sua baixa-estima aumentar, assustadoramente, o desânimo se estabelece, aquele característico sentimento de impotência emocional e de incompetência social se instala e, a partir desse ponto, a tendência é a queda vertiginosa em direção ao fundo do poço; mais uma comprovação da máxima de Aristóteles, de que ”somos aquilo que praticamos todos os dias”.
É impossível permanecer alegre em ambiente de tristeza e manifestação de sofrimento, da mesma forma como é impossível que alguém continue carrancudo, enfezado, desmotivado e azedo onde há alegria, otimismo, esperança, oportunidades de Luz, demonstrações de fé e a presença de Deus.
Famílias onde as pessoas vivem como árvores mortas, fincadas sobre as próprias raízes e fechadas sobre o nada que lhes resta, imóveis e alheias ao que se passa à sua volta, sem dar ou receber um mínimo de carinho, solidariedade ou amor, produzem seres humanos afeitos aos desvios comportamentais, aos descaminhos sociais, à animalidade, ao vício, às enfermidades degenerativas e à depressão, essa fuga inconsciente que atinge as pessoas divorciadas de qualquer sentimento de amor a Deus e ao próximo, sem objetivos que as tornem dignas de admiração, que não demonstram vontade de se fazerem grandes pelos próprios méritos e que, ao não receberem nada disso sem o necessário esforço, sentem-se impotentes, incompetentes, incapazes, infelizes e nulas. Simplesmente, não dá pra viver assim!
Mas e as crianças castigadas pela depressão?
A resposta que a Espiritualidade Maior dá é que “são crianças de famílias que as superprotegem imaginando que ao lhes prometer o céu estarão livrando-as do inferno.
Isso quer dizer que para uma criança que recebe superproteção e excesso de “garantias” e promessas, qualquer item não atendido, dessa lista, pode arrastá-la à decepção, à desesperança, à desilusão, ao esgotamento emocional, ao stress e à descrença - nos pais e na vida. E, não recebendo o “céu” prometido acabam caindo no “inferno” da desesperança e, daí à depressão, é uma questão de ocasião e tempo.
É por isso que o Evangelho do Cristo nos diz que a “porta estreita” é a porta do céu, e a “porta larga” dá acesso ao inferno. Meu avô dizia que “o uso do cachimbo deixa a boca torta”. As benesses exageradas, sem critérios e sem uma boa razão de ser, quando interrompidas geram insatisfações, claro.
E quando você “rala” pra conseguir alguma coisa importante pra tua vida, ao consegui-la consegue também a alegria e a satisfação; é a porta estreita te levando, ainda que por um limitado tempo, ao “céu”.
Perceba que nas famílias pobres e naquelas que vivem com certa limitação e muita dificuldade, os sonhos e as promessas estão sempre ao alcance da mão, ou seja, todos sabem que não é fácil conseguir todas as coisas que se quer, quando se quer. As crianças dessas famílias geralmente são mais felizes, porque quase nunca sonham sonhos impossíveis e, por conseguinte, estando sempre com os pés no chão, não correm riscos de subir nas asas da amargura que nasce da desilusão. Famílias abastadas deveriam fazer a mesma coisa em relação às orientações para a vida e à construção emocional que por missão devem dar aos filhos. Afinal de contas, quem poderá assegurar que o amanhã será exatamente igual o seu hoje?!
Toda criança, independentemente de religião, condição social, nacionalidade ou etnia, precisa ser educada adequadamente pela família e “preparada” para a vida que um dia terá que viver por seus próprios meios, sob suas próprias decisões, sob seu gerenciamento e sob sua responsabilidade.
Portanto, a antiga e exclusivista filosofia do “eu sou eu e o resto que se lasque”, como se “eu” fosse o único sobre a terra, precisa ser abandonada, definitivamente, em benefício da saúde mental e física, da alegria, do entusiasmo, da determinação, da boa-vontade, da fé e da vida. Não somos mais movidos simplesmente pelo instinto; somos seres com sentimentos e dotados de livre-arbítrio!
Quem, melhor do que eu, poderá sentir o que me faz bem, ou o que me incomoda e desanima? Quem, melhor do que eu poderá saber e sentir as coisas que me estimulam, me empurram pra diante e me jogam pra cima? Quem, melhor do que eu, poderá conhecer das minhas relações com a felicidade?
É nesse ponto fundamental que a Inspiração de Deus precisa acontecer na vida de cada um. Por decisão pessoal, determinação íntima e atitude necessária; ninguém pode viver como bicho!
Ou a pessoa se assume como parte da Obra de Deus, convence-se de que está em jornada evolutiva pelas estradas do Universo e sente-se feliz com esse fato, ou desacredita de tudo, senta-se à beira da estrada e deixa que o tempo passe, indefinidamente, enquanto não vai a lugar algum.
Continua...

Depressão

(Parte 3 – Final)
20.05.2011
Arquimedes Estrázulas Pires

Sêneca [4 A.C. - 65 D.C.], o moço, filósofo e influente escritor do tempo do Império Romano, diz que Não há vento favorável para quem não sabe onde quer chegar.
Ninguém pode chegar a qualquer lugar se antes não houver criado – em pensamento e sentimento – as condições e a maneira de fazer isso. A vida também precisa ser planejada! O Espírito André Luis diz que “até a próxima encarnação pode ser planejada”! Praticante do bem, certamente terei uma próxima passagem pela vida no Plano Físico, bem mais suave, tranquila e menos estafante do que eventualmente esteja sendo a atual.
O tratamento sob a luz da medicina não pode e não deve ser desprezado em nenhuma condição ou hipótese! Mas nunca se obtém resultados definitivos quando apenas os efeitos são tratados. Há que se cuidar também - com o mesmo afinco - das causas que levam alguém a esta ou àquela condição de saúde ou comportamento; especialmente em casos de enfermidades de difícil cura e, destacadamente, em casos de depressão.
As terapias alternativas têm sido de grande valia, mas o velho e bom Espiritismo, com suas parcerias físico-espirituais e a sabedoria que emana dos amigos iluminados, “do lado de lá”, que podem ver mais do que podemos e sabem mais do que sabemos, porque estão mais perto da Fonte, tem sido definitivo em muitos casos de cura inimaginável.
Paralelamente, indizível número de pessoas de todos os credos, mesmo aquelas que não acreditam nos Espíritos ou deles – por desconhecimento - têm medo ou pavor, se munidas de sentimentos puros e indiscutível vontade de curar, se apelarem para as forças Cósmicas, representadas no mundo Cristão pelo próprio Jesus Cristo, curam!
Curam, porque originalmente não há doenças, nem aleijões, nem esquizofrenias, nem parasitoses e nem... depressão. O que há são efeitos de irresponsabilidades que precisam de resgate através da Lei de Causa e Efeito, de que Jesus nos fala quando garante que só colheremos daquilo que houvermos plantado. É como um trânsito de veículos à beira do caos; um bom guarda, com a energia correta e adequada, pode colocá-lo em ordem. A administração de energias sãs, sobre um universo de energias à beira do caos, as reorganiza e orienta.   Os que não creem na reencarnação podem achar fantasioso, mas querendo eles ou não, crendo ou não na necessidade de “nascer de novo para ver o Reino do Céu”, conforme disse Jesus a Nicodemos, o tempo não impede a ação da vontade soberana de Deus através das entrelinhas da Lei de Causa e Efeito, ou, Lei do Carma; e nada, além da oração e da perseverança na prática do bem, pode minorar os seus efeitos!
Os Bons Espíritos, abnegados obreiros da Seara do Cristo, não param de insistir na recomendação para que as famílias se unam em torno das Energias Universais que movem o mundo em direção à saúde, à paz, à prosperidade, à solidariedade, à fé, à alegria e aos benefícios prometidos por Jesus Cristo através de seu Evangelho. Isso é possível através do mais singelo dentre todos os métodos imagináveis: a prática do amor ao próximo e... a Deus sobre todas as coisas!
É esse “amor”, que deve ser entendido como “respeito” ao direito que as pessoas têm, de viverem conforme seu Livre-arbítrio e, por absoluta necessidade, aos propósitos que Deus Tem quando trata da Natureza e da Vida, ensinado por seres “de boa vontade” que não atuam apenas nos centros espíritas sérios, mas nas igrejas de todos os segmentos cristãos, nos templos budistas, nas sinagogas, na praça pública onde houver mais de dois reunidos em nome de Jesus Cristo, ou em qualquer lugar onde a presença d’Ele seja solicitada, que nos faz compreender que pra ser feliz é preciso muito menos do que muitos imaginam. Quem se contenta com o que tem – e agradece por isso! – jamais será depressivo.
Observe-se que em famílias sintonizadas com Deus e perseverantes na prática do bem e da fé, de forma coletiva, coesa, sincera, determinada e pura, raramente há enfermidades, descaminhos sociais, desequilíbrios e desvios comportamentais, infelicidades, tragédias, falências e desagregação. Os obstáculos e as dificuldades fazem parte da vida de quem vive em constante aprendizado, como nós todos; o que não significa que precisem ser vistos como castigo.
Nem todo o mal é mal e nem todo o bem é bem!
A tempestade que amedronta é a mesma que purifica o ar e, a terra úmida, que apodrece a casca da semente, é a mesma que confere a ela as condições ideais para germinar e desabrochar para a vida. O sonhado prêmio da loteria, que alegra e entusiasma, pode ser o mesmo que atrai o ladrão que leva embora o ouro e interrompe a vida.
Certa feita, ouvi do Apóstolo Ladislau, da Igreja Batista Gileade, de Tangará da Serra – MT, que “não adianta dizer que está ligado em Deus, porque quem só está ligado chia, como o rádio, ligado e fora da estação. É preciso estar ligado e, mais do que só isso, estar sintonizado com o Alto”!
Sem sintonia com Deus não há ninguém capaz de navegar nesse mar imenso, de dificuldades e provas, tristezas e desafios, suficientemente sereno para manter-se no rumo certo e na certeza de saber onde está indo.
Se você tem alguém depressivo, em casa, na família ou no círculo de amigos, mostre esse rumo que permitirá a descoberta do caminho da cura. Mostre que há um Mestre, chamado Jesus Cristo, que garante “a cada um, uma colheita rigorosamente de acordo com as sementes que forem plantadas”. Esse é o grande segredo do “milagre”: você planta o que quer colher e nada acontece em tua vida se não por merecimento! Do bem ou do mal; nada!
Quem desejar, portanto, fugir à depressão, que reforme seu interior, jogue fora os velhos sentimentos negativos, os pensamentos venenosos, as filosofias pessoais inservíveis, o descrédito nas pessoas e em Deus, o descaso em relação à vida, o orgulho exacerbado, a luxúria, a arrogância, a prepotência, a ostentação desnecessária das coisas materiais que eventualmente possua e o descrédito na ciência da alma, a mesma ensinada pelos Bons Espíritos de Deus.
Do mesmo modo, deve jogar na lata do lixo da existência, como tudo o mais que pra nada serve, que não constrói e não eleva, a vaidade, o desamor e a hipocrisia.
E que o ambiente assim esvaziado, seja higienizado e mantido limpo, pela ação benéfica e luminosa da Oração insistente e sentida, de todos os dias.
Só assim será possível promover a reforma íntima, de cada um dos seus membros, abrir as janelas da alma e deixar que a Luz do Cristo invada todos os ambientes e permita a descoberta de caminhos novos que levem à vida plena em saúde, paz, alegria e grandes realizações.
Que jamais alguém imagine que as coisas acontecem “porque têm que acontecer”! A Natureza de Deus e Sua obra são de perfeição e tudo tem uma lógica e uma razão de ser; não há mistérios e não deve haver dogmas. Deus quer que saibamos de todas as coisas e é por isso que Jesus nos assevera que “conheceremos a verdade e a verdade nos libertará”.
Não há acaso e a ciência comprova todas as coisas da Criação. Um espírito doentio produz um corpo doente e um espírito agarrado à ignorância não pode produzir sabedoria até que chegue o tempo de sua colheita e esta seja sobre um plantio consciente, simples, puro e bom.
Foi assim que Deus concebeu o mundo e é por todas as Suas razões que a vida é como é!
Faça da oração o teu caminho para a Paz de Deus e que a Luz da Espiritualidade Maior seja um holofote de constante iluminação na tua estrada, no teu tempo e na tua vida.
Na Natureza Criada não há, originalmente, depressão, insegurança, decepções, inverdades ou qualquer coisa que tire do Espírito Humano a sua vocação à Perfeição, como parte que é, da Obra do Criador. Na Natureza Criada tudo é espontâneo, seguro, agradável e verdadeiro. Se há distorções nessa visão, que sejam debitadas à conta da incúria, da ganância, da insensibilidade, do desamor, da ignorância, da impaciência e das incompreensões em relação à própria existência.
Um dia não precisaremos mais voltar aqui e nesse dia a humanidade será feliz porque terá conhecido a verdade, aprendido administrar seus sentimentos, honrar sua natureza Divina, amar ao seu semelhante e preparar seus filhos para as responsabilidades que a existência determina.
A boa notícia em meio a tantas dúvidas, incertezas, desilusões, enfermidades inacreditáveis e tudo o mais, é que o DNA da raça humana está em processo de transformação, no Plano Espiritual, para fazer frente às novas condições climáticas, atmosféricas, magnéticas, áuricas e espirituais do Planeta Terra, tal como programado pela Direção Crística do Sistema Solar em que vivemos. E os herdeiros da Terra, na Nova Era viverão felizes e saudáveis, praticando o bem, a solidariedade, o amor a Deus e ao próximo como a eles mesmos e só então “haverá vida em abundância”, como quer Jesus, o Mensageiro de Deus.
Desmistificados os “mistérios”, derrubados os dogmas e aberta a porta de acesso às verdades até aqui mantidas ocultas por interesses diversos, o novo ser humano que habitará a Terra da Nova Era, consciente e crédulo de todas as coisas que hoje vê com desconfiança, ceticismo e galhofa, viverá com saúde, entusiasmo e alegria e terá, finalmente, aprendido a não sonhar com nada que – apesar de todo o esforço - esteja fora do alcance das suas mãos, saberá que a felicidade é o “aqui e agora” e que o futuro será sempre o resultado do que estiver semeando em cada tempo.
As pessoas precisam aprender a dizer NÃO à depressão. Precisam aprender que no mundo preparado para os “Filhos de Deus” só há lugar para a Glória e para a Luz do Criador. Precisam compreender que o mal é só um lugar onde está faltando bondade, pureza de sentimentos, pensamentos nobres, Amor e... Deus. Nada que não possa ser corrigido pela vontade de cada um.
Paz e Luz.
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