sexta-feira, 19 de junho de 2009

A LIÇÃO DO FOGO


Um membro de determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso deixou de participar de suas atividades.

Após algumas semanas o líder daquele grupo decidiu visitar o membro afastado; era uma noite muito fria!

Ao chegar à casa encontrou o homem, sozinho, sentado diante da lareira onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.

Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas vindas ao líder, conduzindo-o a uma grande cadeira à frente da lareira, onde permaneceu ao lado do visitante, quieto, esperando.

Confortavelmente acomodado no lugar que lhe fora indicado, o líder ficou calado e, no silêncio que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno da lenha que ardia.

Após alguns minutos o líder examinou as brasas que se formaram e, cuidadosamente, selecionou a mais incandescente de todas, empurrando-a para um lado.

Voltou a sentar-se, permanecendo imóvel, enquanto o silêncio profundo que se estabelecera, permanecia.

O dono da casa prestava atenção a cada movimento do líder, enquanto fascinado e quieto observava que aos poucos a brasa solitária diminuía de intensidade, até que um brilho momentâneo - como um último suspiro - anunciava o apagar das chamas que até há pouco a incandesciam.

Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão, recoberto por espessa camada de cinza.

Nenhuma palavra havia sido dita desde o cumprimento inicial entre os dois amigos!

O líder, então, antes de se preparar para sair, empurrou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo.

Quase que imediatamente o carvão voltou a incandescer, alimentado pela luz e pelo calor das brasas que ardiam em torno dele.

Quando o líder já alcançava a porta, para ir-se embora, o homem lhe disse:

Obrigado por sua visita e pelo belíssimo sermão; estou voltando ao convívio do grupo.

REFLEXÃO

Aos membros de um grupo - seja ele qual for - vale lembrar que fazem parte da chama e que, longe dos demais, perdem todo o brilho e a razão de ser.

Aos líderes vale lembrar que são os responsáveis por manter acesa a chama de cada um e pela união entre todos os membros, pra que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.

"Curvai-vos perante a poderosa mão de Deus"

Autor desconhecido

Pensamento

A caridade deve ter o sentido de um pacto de silêncio entre quem dá, quem recebe e... Deus.
Arquimedes Estrázulas Pires

FUNDAMENTOS E PRINCÍPIOS DO UNIVERSALISMO CRÍSTICO

1 - Amar ao próximo como a si mesmo(a), buscando cultivar as virtudes morais, de forma verdadeira e incondicional, refletindo diretamente o amor do próprio Criador.

2 - Crer, firmemente, na reencarnação do espírito e no carma, pois sem essas duas condições da existência não haveria a Justiça Divina.

3 - Buscar, incessantemente, a Sabedoria Espiritual, aliada ao progresso filosófico e científico, com o objetivo de promover a evolução integral da humanidade.

Um ótimo conselho!

Livro dos Médiuns – CAPÍTULO II I – Do método

Os que desejem tudo conhecer de uma ciência devem necessariamente ler tudo o que se ache escrito sobre a matéria, ou, pelo menos, o que haja de principal, não se limitando a um único autor. Devem mesmo ler o pró e o contra, as críticas como as apologias, inteirar-se dos diferentes sistemas, a fim de poderem julgar por comparação.
Por esse lado, não preconizamos, nem criticamos obra alguma, visto não querermos, de nenhum modo, influenciar a opinião que dela se possa formar. Trazendo nossa pedra ao edifício, colocamo-nos nas fileiras. Não nos cabe ser juiz e parte e não alimentamos a ridícula pretensão de ser o único distribuidor da Luz. Toca ao leitor separar o bom do mau, o verdadeiro do falso.

Apegos



Desde muito cedo as pessoas nos têm ensinado a estruturar a vida como se as circunstâncias fossem permanentes; como se a existência ideal consistisse em ficarmos amarrados a uma experiência estática, onde a realidade fosse imutável.

Aprendemos a buscar estabilidade para achar a felicidade e essa carência falsa tem nos levado a apreciar mais a rigidez da morte do que a fluidez da vida.

A tendência de continuar repetindo velhos e ultrapassados conceitos é o grande obstáculo que impede o acesso do espírito humano à abertura da consciência; uma fórmula bastante eficaz, diga-se de passagem, para produzir o engessamento da vontade de crescer e de evoluir.

A vida marca ciclos de aprendizagem e quando um desses ciclos se completa e tudo se consuma, devemos ter a sabedoria de seguir adiante sem olhar para o que já passou.

A experiência bem vivida se encarrega desses detalhes e aos poucos vamos perdendo coisas. Vão ficando para trás as lembranças da infância, da necessária dependência dos pais e, nesse embalo, vamos esquecendo até a adolescência e o despertar da primavera. Até mesmo relações matrimoniais que duraram anos vão se perdendo no tempo; seja porque o companheiro(a) morreu ou porque nos divorciamos ou, de qualquer modo, nos separamos.

Os filhos formam seus próprios lares, vão-se embora e deixam aquele vazio que só aos poucos vai sendo ocupado por novos hábitos. Para todos nós há tempos de abundância e tempos de escassez; tempos de vibrante juventude e tempos de saudade, essa quase inseparável companheira dos tempos de velhice.

Olhando para a natureza vamos perceber que em toda a Criação só o homem não aceita bem as mudanças e a separação; parece não saber que para poder avançar é preciso soltar!

Por isso, quando a realidade se modifica, o ser humano que não é capaz de desfazer-se das coisas velhas, mesmo que essas coisas sejam apenas lembranças, sente-se perdido. Ninguém nos ensina que é possível a libertação das amarras do passado e do excesso de apetrechos, antes de continuar a marcha.

Ciclos de vida se acabam e a realidade se modifica, mas, a maioria das pessoas fica presa à saudade e às recordações, negando-se, na maioria das vezes, a contemplar a beleza do presente que ganha a cada novo amanhecer.

Quando divergimos entre o que é e o que gostaríamos que fosse, criamos estados de angústia, insatisfação, dor, medo e ressentimentos que devem ser bem resolvidos. O indivíduo que vive entre esses sentimentos fragmentados só vai encontrar de novo, a paz, quando se harmonizar com pessoas, situações e coisas à sua volta. Mas essa harmonia só é obtida quando descobrimos qual foi o ensinamento conseguido em cada experiência; quando descobrimos o quê estava escondido atrás de cada problema que a vida nos ensinou a resolver.

Quando o que já conhecemos é superado e o horizonte à nossa frente se modifica, é importante nos perguntarmos “o que terá levado o universo a nos colocar nesta ou naquela situação e o quê devemos aprender agora?”

Para desfazer apegos é necessário aceitar que o que ficou para trás é passado e sua validade já se esgotou; o que não nos serve mais não deve ser alimentado por mais tempo pela energia do pensamento, que precisamos para viver o presente. Não é possível seguir adiante, presos à imagem que vai ficando no retrovisor!

Quando há obsessão pelas situações repetitivas, que nasceram no passado e nos buscam – incessantemente - como se também elas precisassem de nós, é sinal de que alguma coisa ainda depende de solução adequada para que possamos nos transformar em pessoas de agora; sem a aceitação da morte do que já não existe mais é absolutamente improvável que sejamos capazes de construir – agora! – um futuro que nos dê felicidade.

Então, é pelo exercício do perdão que vamos curando aquelas velhas feridas que sangram ao menor esbarrão da lembrança.

É na prática da aceitação de nós mesmos que vamos aprendendo a conviver, naturalmente, com situações novas e a reconsiderar nossas queixas que, aliás, na maioria das vezes, se reduzem a resultados silenciosos de ações ou sentimentos que o coração nos leva a adotar. Nesse caso há que se compreender – e aprender - que o mau uso do livre-arbítrio pode nos levar a situações assim, embora nos dê a liberdade para agirmos como realmente somos.

Cortar os laços do passado também significa renunciar aos ressentimentos gerados quando as metas humanas previstas não são atingidas. Às vezes a vida torce nosso destino para nos dar oportunidades de realizar missões evolutivas transcendentais que o olho humano nem sempre vê, porque o cérebro desconhece.

O exercício espiritual que propomos é o de dissolver todos os apegos. Que cada um construa, com essas bases, seu ritual sagrado de desintegração do que já não é mais, para que, com a liberação dos sentimentos puros, o caminho da Ascensão se torne possível. Porque a morada da nova consciência é o vazio deixado pelo passado.

Texto de Hortênsia Galvis

Traduzido do espanhol por:

Arquimedes Estrázulas Pires

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Pensamento

Quando o Cristo nos aconselha “conhecer a verdade porque ela nos libertará”, está Dizendo que só é completamente livre aquele cujo conhecimento já rompeu a barreira dos dogmas e dos mistérios.
Arquimedes Estrázulas Pires

terça-feira, 16 de junho de 2009

O que este Blog tem a ver com Roger Bottini Paranhos?

Como a literatura metafísica trazida por ele, este é um espaço dedicado à busca do conhecimento de Deus e do Universo, através da lógica.

Nesse propósito, todos os mecanismos de busca, valem; especialmente aqueles que descartam os dogmas e os condicionamentos religiosos para - de forma livre e objetiva - descobrir caminhos que possibilitem o descortinar da espiritualidade através do que – modernamente - a sociedade humana passa a chamar de Universalismo Crístico.

Universo e Luz é um Blog para acesso de todos aqueles que buscam – conscientemente - compreender pensamentos filosófico-religiosos até aqui apresentados à humanidade como coisas inquestionáveis; a sabedoria não admite hermetismos!

Estamos convencidos de que a clausura espontânea, seja ela física, moral, filosófica ou religiosa, engessa a alma e aniquila os sonhos; a liberdade é o que nos impulsiona para Deus.

Roger Bottini Paranhos é a Luz que nos mostra um caminho novo; de resto somos apenas caminhantes em busca da verdade.

Àqueles que aspiram - como filhos de Deus - construir o conhecimento e a sabedoria, é imperativo que se assemelhem – cada vez mais! – com o Pai.

Paz e Bem!

Mais uma Luz no Universo



Na rota evolutiva, natural a todos os seres, a espécie humana busca – incessantemente! - caminhos que a conduzam à Luz.

Luz, aqui deve ser entendida como o conjunto de conhecimentos, sentimentos e lógica, que compõe a condição mental, intelectual e moral conhecida como “sabedoria.”

Porque o espírito que nos move precisa adquirir, urgentemente, características que o identifiquem com o Criador; afinal de contas fomos “criados à Sua imagem e semelhança.”

Todos seguimos a senda predeterminada e avançamos conforme o ensinamento que o tempo nos dá através do livre-arbítrio, essa importante liberdade de fazer e viver conforme a própria vontade.

Porque somos individualidades, cada um de nós tem seu tempo e sua Luz.

E se não brilhamos tanto quanto gostaríamos, o fato é devido a uma de duas razões: ou não temos nos esforçado suficientemente, ou ainda não estamos no tempo devido para assimilar o conhecimento necessário.

Costumamos dizer que “a sabedoria é cria do tempo.”

Daí a importância das reencarnações sucessivas, para o espírito que carece da Justiça e da Generosidade de Deus, para que experimente situações que lhe concedam saber sempre mais.

Olhando por esse prisma fica mais fácil entender o porquê da coexistência de pessoas de índoles tão diferentes, em cada tempo da história; cada um “freqüenta” a classe correspondente ao seu nível de conhecimento, em cada estágio da existência.

Como o objetivo do espírito é a perfeição, há toda a eternidade para nos acostumarmos à idéia de que é preciso evoluir; não porque seja isso uma “imposição” cósmica, mas porque a própria Natureza está em constante aperfeiçoamento.

Enquanto não atingimos patamares onde nos seja possível saber mais do que hoje sabemos, é imperativo que usufruamos do conhecimento que outros irmãos nossos já possuem e conosco compartilham.

Roger Bottini Paranhos é um desses espíritos disseminadores de conhecimento; uma Fonte de Luz para todos quantos ainda não consigam ver com a necessária clareza os caminhos da sabedoria e a lógica da vida.

Ao analisá-lo, através das suas obras, é possível reconhecer a reencarnação de um velho e sábio espírito que se debruça sobre a nobre tarefa de iluminar o mundo.

Seus livros: Moisés (“Libertador de Israel” e “Em Busca da Terra Prometida”), Akenaton, A Nova Era, Sob o Signo de Aquário, A História de um Anjo e Universalismo Crístico (não necessariamente nessa ordem) retratam a intimidade desse jovem com a Alta Espiritualidade que dele se utiliza para despertar consciências!

Hermes Trismegisto, um dos grandes luminares da humanidade, atesta que "O homem nada sabe, mas é chamado a tudo conhecer"; é aí que se destaca o brilho da Luz de Roger Bottini Paranhos, a quem, neste ato, prestamos nossa mais fraterna homenagem.

Se puder, acesse, prestigie e divulgue o site: http://www.universalismocristico.com.br/ e saiba mais sobre este grande vulto da literatura espiritualista brasileira.