quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

DISSOLVER CONFLITOS

                                    Por: Hortensia Galvis
Traduzido por: Arquimedes Estrázulas Pires

        Todos os seres humanos têm dois aspectos a mostrar ao mundo: a fisionomia amável, com todas as qualidades e forças que desenvolveu e o aspecto negativo com todos os defeitos, falhas de caráter e carências inumeráveis.
A isto poderíamos acrescentar que quando a parte positiva está muito mais desenvolvida, o normal é que a sua projeção também seja muito poderosa.
A ciência da felicidade consiste em saber manter-se neutro para que possa obter o melhor que cada ser tenha para dar. Mas só conseguimos isso quando somos capazes de manter nosso foco no positivo. Quando acontece o contrário, ou seja, quando você percebe com certa facilidade os defeitos de alguém, passa a não poupar críticas, reprovar comportamentos, implicar, etc. Estabelece-se, em consequência, a correspondência vibratória exata para que essa pessoa descarregue em você toda a sua negatividade. Realmente, tudo depende da lente que você esteja usando; porque é o teu foco, o que cria as sintonias.
As tuas experiências sempre respondem a uma Lei Cósmica que determina:
“Daquilo que você dá, você recebe”.
Vamos considerar, por exemplo, o caso de um casal de namorados: Normalmente se regozijam nas qualidades um do outro e sua relação os transporta aos píncaros da felicidade e da harmonia. No entanto, tão logo comece a convivência matrimonial, um começa a notar os defeitos do outro, os atributos positivos dos tempos de namoro passam a um segundo plano, a polaridade muda e é nesse ponto que começam a atrair o que de pior ambos tem pra dar; em detrimento da felicidade mútua, claro.
Todo conflito nas relações começa com o enfoque da mente nos aspectos negativos do outro.
A mente humana julga a partir da própria interpretação do que vê e, em seguida condena.
Quando um padrão mental é criado, a energia flui na direção que ele determina, até que um resultado seja produzido; seja qual for.
No caso do exemplo que usamos, dos namorados, as consequências, inevitavelmente, serão: Perder a paz e atrair mais e mais sofrimento. Com o agravante de que uma vez estabelecido esse padrão mental, de críticas e reprovações, será mais fácil assimilar e conviver com a infelicidade, do que modificar as atitudes então estabelecidas.
A crítica e o fuxico são os próximos passos nesse processo de criar conflitos. Quando a má palavra se une ao pensamento negativo, a energia de criação é produzida e a partir daí só ganhará força. Cedo ou tarde o bumerangue que lançamos retornará a seu dono, trazendo consigo uma carga imensa, de negatividade que, invariavelmente, produzirá rusgas, desgostos e doenças.
A pessoa então perguntará a si mesma:
- Por que será que ninguém gosta de mim?
- Por que será que minhas relações estão cheias de asperezas e só recebo incompreensão e agressividade dos que me rodeiam?
Em situações assim a pessoa deve observar, atentamente, seus pensamentos e suas palavras. Cada mente dispõe de todas as ferramentas e energias necessárias para criar sua própria realidade.
Se escolher desejar o pior, a uma dada pessoa, atrairá, dessa pessoa pra você, o que de pior ela tiver. Reconhecer seus valores e focar tuas atenções neles e nas coisas positivas que a tal pessoa tem, mesmo que ela não pense nisso, fará com que irradie pra você o que tiver de melhor.
Prova? Reconheça o lado bom de uma pessoa que conheça e verá que:
1 – Se sentirá muito bem consigo mesmo e
2 – a pessoa abrirá sua guarda e compartilhará com você os seus tesouros internos e sua amizade.
Não esqueça que, do bandido mais empedernido, até o ser mais abominável que possa imaginar, todos têm uma chispa de luz em seu coração.
Concentre-se em reconhecer essa chispa e experimentará em teu mundo a milagrosa transformação que só o poder do Amor é capaz de causar.

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A quem muito foi dado...

Arquimedes Estrázulas Pires
Inúmeros líderes das mais diferentes correntes filosófico-religiosas, sérios, responsáveis e idôneos - cristãos ou não – têm feito referências a alguns arautos religiosos deste início de terceiro milênio, como “mercadores da fé”.
Mais vendilhões de ilusão do que ensinadores da Boa Nova, promovem a troca de valores monetários e bens materiais que colhem a mancheias, por acenos de esperança às multidões desesperadas que procuram, no espetáculo e no imediatismo inatingível da fé paga, o consolo para suas inconscientes e indesejadas colheitas. Porque a apanha será, rigorosamente, da espécie que for plantada! [Gál. 6:7]
Jesus, o Salvador, apresentado às multidões que integram parte dos cerca de 27% da população planetária tida como Sua seguidora, não pode continuar sendo tido e tratado como um serviçal plantonista, sem folga e permanentemente disponível em qualquer situação, para resolver problemas que não Lhe cabe resolver; porque não é atribuição de Jesus Cristo, resolver problemas criados pela incúria!
Já não nos deu Deus o livre-arbítrio como instrumento de medida das nossas responsabilidades? E não nos Disse Jesus, o Sublime Peregrino, que “a cada um será dado segundo suas próprias obras”?  [Mt 16:27]
Há certas coisas, geradas pelo mau uso dessa liberdade de as pessoas poderem fazer o que bem entendem que, enquanto a mensagem do Cristo pelo Seu Evangelho, não for compreendida e praticada, não se modificarão.
Que mérito há em recorrer à Providência Divina a cada dificuldade ou a cada deslize, implorando ajuda ou perdão? Considerando que as dificuldades são os instrumentos que Deus Coloca à disposição de todos pra que se tornem espiritualmente fortes, então, que a sabedoria para encontrar a melhor solução a cada problema, seja o objeto das súplicas; não os pedidos de facilitação para coisas que podem ser resolvidas pelo esforço de cada um.
Não há privilégios no mundo de Deus e, decididamente, não fomos criados para propósitos de vilania, covardia ou leviandade. Que pai ou mãe sente-se feliz vendo um filho – ou filha – de joelhos, ou rastejando, implorando clemência e mendigando soluções para problemas pequenos, de sua responsabilidade, como se isso fosse tudo o que consegue fazer por si mesmo?
Deus não é diferente; afinal de contas, É o Pai de todos e o Criador de todos os mundos! Por que haveria, então, de Querer ver Seus filhos nessa descompostura de mendicância desnecessária, recomendada por certas igrejas e líderes de um Cristianismo incompreendido, se foi para a Luz que nos Criou?
Essa Luz é o que de melhor podemos apresentar como tradução do significado maior do que chamamos de sabedoria. Costumo dizer que a sabedoria é cria do tempo; penso que é uma boa definição! Ninguém pula da ignorância à sapiência, por mágica ou privilégios; na Justiça de Deus não há desses artifícios. Em nossa jornada evolutiva nada recebemos se não por merecimento. Está nas Escrituras.
Ao fazer referência a um Cristianismo incompreendido não estou pensando em empresários famintos de dinheiro e poder, travestidos de líderes religiosos, esses mercantilistas do Evangelho, que vendem a ilusão de um falso paraíso e de um Jesus que salva, socorre e resolve tudo, em troca do que as pessoas têm nos bolsos; ou no banco. Esses sabem demasiado bem, que “a quem muito foi dado, muito será pedido” [Lc 12: 47 e 48]; esses sabem – ou deveriam saber! - que na contabilidade Divina o seu quinhão de responsabilidades é imenso e que, seguramente, responderão por seus feitos.
Também não o faço em relação aos escravos da ganância, que pagam polpudos dízimos e fazem grandes doações espontâneas, na esperança de recebê-los de volta multiplicados por centenas ou milhares de unidades monetárias; como se o que lhes chega às mãos não o fosse por merecimento, missão ou prova! Pessoas assim, que dão pensando em quanto de supérfluo poderão acrescentar ao seu patrimônio, devem imaginar – erradamente, claro – que podem “negociar” com Deus.
Há igrejas que passam aos seus frequentadores a ideia de que é possível atrelar a cobrança do dízimo à garantia de salvação da alma. Como se o amor de Deus, que Jesus coloca graciosamente à disposição da humanidade através do Evangelho, tivesse um preço. [Mt 10. 8]
Ao fazer referência a um Cristianismo incompreendido, estou pensando nos simples de coração e pobres de compreensão, usualmente induzidos ao dispêndio financeiro, emocional e religioso, por conta dessa busca quase desesperada que fazem, de consolo, solução de problemas imediatos e até... salvação; porque o conhecimento da verdade lhes tem sido sonegado. Acreditam em tudo o que ouvem e até no tilintar do poder econômico e do fausto que tem caracterizado alguns grandes templos da atualidade, nesse contexto mercantil, que de cristão tem apenas o nome.
O guizo barulhento de bens só materiais, despojados de sentimentos e razões justas, conflitam de maneira acintosa com a humildade e a pureza de sentimentos de Jesus Cristo, que veio despojado de todas as posses materiais imagináveis e durante os 33 anos em que permaneceu entre os do seu tempo só fez aconselhar a humanidade a “não acumular tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem e onde os ladrões minam e roubam; mas no céu, onde nem a traça e nem a ferrugem consomem e onde os ladrões não minam e nem roubam”, [Mateus 6: 19-21]; o Messias não poderia mesmo agir de outra maneira!
Não se trata aqui de qualquer juízo ou condenação, mas de uma constatação, triste em todos os sentidos!
Está em Mateus, 10: 8, o registro da orientação de Jesus aos discípulos que enviava à pregação do Evangelho: “Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai”.
O que Jesus fazia – e continua fazendo - no anonimato e recomendava que “a ninguém fosse contado”, hoje é objeto de ostentação em praça pública e em grandes e suntuosos templos erguidos com finalidades nem sempre ligadas à Caridade e ao Amor - a Deus e ao próximo - dois dos principais pilares da Obra do Cristo.
O Capítulo 8 do Livro de Mateus está recheado de registros dessa capacidade de curar com simplicidade, com apoio na fé e na confiança em Deus! Era assim que Jesus, o Mestre dos Mestres, curava feridas, dores e outros padecimentos do corpo e da alma das pessoas que O procuravam; não no teatro milagreiro, de apelo psicológico e objetivos econômicos, que hoje se vê.
            Sem nenhuma intenção de “pré-juízo” a sentimentos, intenções ou ações genéricas, porque é indispensável o reconhecimento de que há muita gente virtuosa falando em nome de Jesus em templos, igrejas, centros espíritas cristãos e praças públicas, essa constatação nos reponta ao alerta de que devemos estar sempre antenados.
Orai e vigiai, diz Jesus, pra que ninguém vos engane... Porque falsos cristos e falsos profetas virão em meu nome, farão prodígios e enganarão a muitos; até mesmo os eleitos, se possível for”. [Mateus 24: 5 e 24]
Até é possível que em meio a tanta representação alguém seja – efetivamente - curado, porque “a fé tem um grande poder de cura”, Deus pode curar em qualquer lugar e, se houver merecimento, a cura se dará; mas nem chega a tanto do que é mostrado e nem tudo o que é mostrado espelha a verdade que deveria bordar a história do Cristianismo em qualquer lugar do Planeta.
Nem tudo é passível de cura espiritual e nem toda a religiosidade que impregne as pessoas será capaz de fazê-lo. Porque há resíduos cármicos e produto de plantios ancestrais que precisam ser devolvidos – obrigatoriamente – à natureza, para que o espírito humano, uma vez limpo de tais agregados, possa alçar vôos mais altos em sua jornada evolutiva. As tentativas de burla a tais resgates só fazem atrasar a viagem; porque a colheita é obrigatória e mais cedo ou mais tarde terá que acontecer!
“Tudo posso naquele que me fortalece”, diz o Apóstolo Paulo em sua Carta aos Filipenses, capítulo 4, versículo 13. Mas, se reconheço em Jesus Cristo essa força e faço de conta que O tenho à minha disposição pra que Opere milagres conforme a minha vontade, pra que isso seja convertido em dinheiro e poder é, quando nada, presunção vazia e um profundo desrespeito Àquele que Veio, como Ele mesmo diz, “não pra revogar a Lei, mas para cumpri-la”. [Mateus 5: 17]
Com base nessa declaração do Mensageiro de Deus é fácil concluir que o espetáculo milagreiro contraria a essência da Lei. Ninguém recebe nada fora do tempo de seu merecimento.
 “A quem muito conhecimento sobre as Leis de Deus, foi dado, muito será pedido em relação ao que ensinar ou compartilhar. [Lc 12: 47 e 48]
               
               

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O ÓDIO - Parte 1 de 2



Parte 1 de 2

Arquimedes Estrázulas Pires
            A Bíblia ensina que fomos criados “à Imagem e Semelhança de Deus”[Gen. 1:27]. Complementando essa informação e explicitamente, o Espiritismo mostra que o Espírito Humano é partícula de Energia Cósmica em viagem evolutiva, passando por todos os Reinos da Criação, vibrando nas mais diversas frequências do Universo, acumulando experiências, adquirindo conhecimento, buscando a sabedoria e rumando, com atração programada, à Perfeição. Só então saberá qual é a sua verdadeira aparência, porque só então conhecerá a Face de Deus.
            Independentemente de vontade, trajetória ou tempo, é pra lá que todos estamos indo. Há verdadeiras multidões de retardatários nessa viagem fantástica, mas todos chegarão um dia a esse destino de Luz e de Perfeição.
            Energia Cósmica, o Espírito vibra em sintonia com todas as coisas e com todos os seres dos reinos da Natureza, dependendo apenas do estágio evolutivo em que esteja em cada um deles. Nos reinos mineral, vegetal ou animal, o Espírito Criado jamais deixa de evoluir. Da mesma forma que Deus jamais deixa de Criar.
            Somos partes do Todo e feitos – rigorosamente - da mesma Matéria-prima de que o Todo é feito.
            Quem se der ao trabalho de analisar a composição de um pedaço de madeira, de um fragmento de pedra, metal ou outro mineral qualquer; quem analisar uma porção de petróleo, ar, ou água; ou se preocupar em saber de quê é feito o corpo humano e que alimentos o nutrem, verá que todos somos feitos, genericamente, das mesmas substâncias.
            Quem fizer isso verá que em toda essa diversidade de opções oferecidas à análise será encontrado um certo “quantum” de - por exemplo - carbono, cálcio, magnésio, alumínio, enxofre, zinco, cobre, ferro, manganês, oxigênio, hidrogênio, etc.
            Isso acontece porque tudo à nossa volta é feito do mesmo Fluido Universal, o composto energético que dá origem a todas as coisas em cada sistema solar.
            Aprofundando um pouco mais esse raciocínio vamos perceber que ao ler a bula do complexo vitamínico e do suplemento alimentar que o médico da família nos receitou porque estávamos com alguma disfunção ou insuficiência orgânica qualquer, de repente encontramos nela o registro de diversas dessas substâncias químicos que acabamos de descrever. Porque é preciso repor, através do medicamento, os elementos necessários ao correto funcionamento da máquina humana.
            Nada mais óbvio, portanto, do que a certeza de que somos, mesmo, partículas do Fluido Universal; partículas da Energia Cósmica ou matéria-prima usada pelo Criador para a composição da Natureza e de tudo o que nela há.
            E porque somos assim constituídos, qualquer coisa que façamos ou qualquer pensamento ou sentimento que nos mova, afeta a frequência vibratória da energia e tudo o que nos cerca.
            Pode-se assegurar, portanto, que da mesma forma como Deus Criou o Universo em que estamos contidos, nós, criados à Sua imagem e semelhança, também temos capacidade de criar; e, efetivamente, criamos!
            O pensamento de criar gera a vontade de criar; daí à ação criadora é apenas uma questão de decisão. Cada uma dessas etapas gera uma certa quantidade de energia suficiente para alterar a frequência e, consequentemente, as circunstâncias do meio em que estamos.
            Quando alguém vibra amor, sentimentos de amizade e bem-querer, emites ondas vibratórias que o tornam simpático às pessoas à sua volta; porque então as suas ondas cerebrais combinam com aquelas que essas pessoas emitem.
            Pela mesma razão é que, ao sentir ódio, magoa, inveja, rancor, desejo de vingança, raiva, ciúme, etc., alteram-se as cores e a vibração energética da aura do indivíduo e ele torna-se antipático às pessoas com quem se relaciona.
            Mas é claro, não são só estas as razões porque devemos vibrar coisas boas, sentir amor pelos semelhantes, fazer caridade, praticar o bem, orar e vigiar. Quando sentimos tristeza, mágoa, etc., a nossa frequência vibratória sintoniza seres inferiores que vibram na mesma faixa e atraímos, por semelhança energética, depressão, distúrbios mentais, desequilíbrios emocionais e doenças físicas de toda ordem.
            Embora não seja padrão, é mais ou menos deste jeitão que as coisas acontecem:
            - A negatividade dos sentimentos que em dado momento e insistentemente alguém manifesta, atraem microorganismos nocivos, de mesma frequência vibratória, que se instalam e agridem a saúde.
            - Espíritos sofredores ou inimigos produzidos em outras vidas aproximam-se, atraídos pelas energias que naquele momento o indivíduo está vibrando e que são de mesma frequência que as deles e, como consequência, vêm os distúrbios psíquicos, os desequilíbrios emocionais e... a depressão.
            Em situações assim o indivíduo tanto pode se tornar um simples doente físico, como pode se transformar em um paciente psíquico-depressivo, fadado a toda espécie de assédio espiritual de baixo nível vibratório.           Feita essa necessária introdução, passemos à busca do entendimento das forças que nos movem pela existência eterna.
            Já vimos que somos partículas emitidas pela Grande Fonte da Vida, essa Luz Cósmica a que chamamos de Deus, já vimos que somos constituídos de matéria extraída do Fluido Universal, já vimos que na condição de energia vibramos em determinada frequência capaz de nos manter sintonizados com as forças do Universo, sejam elas positivas ou negativas e que essa sintonia depende só da vontade de cada um.
            A Doutrina Espírita, segundo o próprio “Messier Hipolyte Léon Denizar Rivail”, mais conhecido entre nós como Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo, “trata da imortalidade da alma, da natureza dos espíritos e de suas relações com os homens; trata das leis morais, da vida presente, da vida futura e do futuro da humanidade”.
            Não é nosso objetivo neste ato discorrer sobre os fundamentos da Doutrina Espírita. Apenas buscamos esclarecer algumas coisas relativas ao Espírito Humano, com a intenção única de ajudar às pessoas na melhor utilização do livre-arbítrio e na condução de suas próprias vidas.
            Sabemos, pela abundância literária nesse sentido, que o ser humano não é apenas um conjunto de células formando aleatoriamente um corpo físico; a vida é muito maior do que a simplicidade dessa ideia, por mais complexa que se apresente o conjunto assim formado.
            Correntes filosófico-religiosas do velho Oriente consideram a existência de mais seis (06) corpos, além do físico, formando o conjunto chamado de Ser Humano, que então é assim composto:
01 - Corpo Físico
       02 - Corpo Etéreo ou Duplo Etérico
       03 - Corpo Astral ou Perispírito
       04 - Corpo Mental Inferior
       05 - Corpo Mental Superior
       06 - Corpo Búdico e
       07 - Corpo Átmico ou Centelha Divina
            A Doutrina Espírita, tal como codificada por Kardec e sua equipe físico-espiritual, considera que somos compostos por:
01 - Corpo Físico
02 - Corpo Etérico ou Duplo Etérico
03 - Corpo Perispiritual ou Perispírito e
04 - Espírito, propriamente dito.
            A diferença é apenas conceitual. Na verdade, no Oriente ou no Ocidente, ser humano é ser humano e, lá como cá, todos somos formados pelo mesmo conjunto de corpos: físico, fluídicos e energéticos. A simplificação aqui verificada é só uma medida a favor do entendimento. Na verdade, os corpos Mental Inferior, Mental Superior, Búdico e Átmico, para efeito da enunciação espírita estão contidos no “Espírito” ou Corpo Espiritual. O que não altera em nada a constituição do conjunto.
            Vamos descrever cada um desses componentes e trazê-los até um nível de entendimento mais sucinto, mais claro e mais objetivo:
            CORPO FÍSICO: É o corpo material, o mais denso, o mais pesado, o mais rudimentar dentre todos os demais e, por isso mesmo, podemos compará-lo a uma ferramenta que através do sofrimento e das experiências adquiridas ao longo da existência promove o aprimoramento do Espírito e permite a sua evolução em cada reencarnação; sem ele o Espírito não teria as condições de que necessita para realizar experiências e adquirir conhecimento.
DUPLO ETÉRICO: É um corpo fluídico, energético, tênue e normalmente invisível aos olhos físicos. É no Duplo Etérico que estão localizados os Chakras ou, em sânscrito, de onde tem a origem, as Rodas de Luz.
Os Chakras principais são em número de sete e é através deles que as energias cósmicas são recebidas, distribuídas, processadas e dispensadas pelo corpo físico.
É o Duplo Etérico que permite a acomodação perfeita do Espírito ao Corpo Físico, quando do retorno de cada saída dele. Seja durante o sono, durante as projeções conscientes ou viagens astrais, ou ainda, durante os estados de coma e dos chamados “estados de quase morte”, quando o Espírito se afasta temporariamente do Corpo Físico e depois precisa retornar a ele.
Numa analogia grosseira poderíamos comparar o Duplo Etérico com a meia, que serve de intermediária entre o pé e o sapato, sem alterar nem a função do pé e nem a finalidade do sapato.
Pessoas que conseguem ver a aura de outras pessoas podem, também, ver o Duplo Etérico. Na verdade, qualquer pessoa pode ver o seu próprio Duplo Etérico e o de outras pessoas, se desejar.
Ficando em frente a um espelho, em ambiente de penumbra ou mesmo no escuro, fixando os olhos na direção da imagem projetada no espelho como se estivesse mirando o infinito e sem concentrar a visão em nada, é possível divisar uma espécie de moldura de luz azulada, com espessura média variando de meio centímetro a um centímetro e meio ou dois centímetros; é o Duplo Etérico.
Nessas condições, quem conseguir uma concentração maior poderá ver mais e verá a Aura, envoltório luminoso, multicolorido, que pode ter a espessura de 80 centímetros a um metro e até mais, ao redor do corpo. A internet proporciona uma incrível oportunidade de aquisição de conhecimentos sobre esse tema.
PERISPÍRITO: Allan Kardec inspirou-se na película que envolve as sementes das frutas e que se chama “perisperma”, para nominar esse importantíssimo elemento de composição do ser humano. Por comparação chamou de “Perispírito” a esse corpo plasmático e semidenso que envolve os demais corpos espirituais. O Perispírito é formado de Carbono, azoto (nitrogênio), oxigênio e hidrogênio.
            É a matriz do corpo físico. Tem todas as características deste e - dentre outras atribuições - é o responsável pela preservação da memória espiritual. Segundo a ciência, as células do corpo humano são totalmente substituídas por novas células, em espaços de tempo de até sete anos.
            Isso já seria bastante para comprovar a existência do Espírito. De que outro modo seria possível explicar as lembranças de acontecimentos de há vinte, trinta, cinquenta anos, se não houvesse o espírito e já que as células do cérebro também são substituídas periodicamente?
            O médico e pesquisador holandês, Van Lommel, em entrevista à revista médica “The Lancet”, em 15 de dezembro de 2001, afirma quemorrem 35.000 células por segundo”. E que “todos os dias morrem 50 bilhões de células” em nosso corpo.
           É magnífico o “conhecer”, não é mesmo?!

O ÓDIO - Parte 2 de 2





Arquimedes Estrázulas Pires
            
            É magnífico o “conhecer”, não é mesmo?!
            Continuando, vamos passar para o lado mais funcional do que estrutural, do Perispírito; dissemos que ele é a matriz do corpo físico e o arquivo permanente do projeto original do corpo que neste momento utilizamos. Útil saber que este corpo agora utilizado ou, o modelo dele, foi projetado ainda no Plano Espiritual, sob a orientação de equipes especializadas e responsáveis pela reencarnação de todos os Espíritos.
            Em cada nascimento ou reencarnação, o Perispírito traz todas as características físicas de que o indivíduo será portador e todas as informações relativas à sua dívida cármica. É o Perispírito quem vai trazer o registro das expiações que o nascituro terá que passar e das missões e provas que deverá cumprir. Não porque seja obrigados a isso, mas porque a evolução do Espírito exige que experiências sejam somadas às já acumuladas, que acertos de contas aconteçam, que mais conhecimento seja somado ao cabedal existente e etc.
O Espírito que vai reencarnar participa da elaboração do programa reencarnatório e é o Perispírito o veículo modelar que o acompanhará durante o tempo programado em cada estágio na matéria.
O Carma, também conhecido como “Lei de Causa e Efeito” ou “Lei do Retorno” trazido ao conhecimento geral quando Jesus Cristo determinou que “a cada um seja dado segundo suas próprias obras” [Ap. 22:12],  pode ser comparado, na verdade, a um livro-caixa onde estão registrados os créditos e os débitos; não só em relação a nós mesmos, mas também em relação àqueles que durante algum tempo dividiram ou ainda dividem espaços da vida, conosco.
O próprio Jesus Cristo nos garante que “o plantio é facultativo, mas a colheita é obrigatória”[Gálatas 6: 7 a 10]. Significa dizer que só colheremos daquilo que houvermos plantado; não há nenhuma possibilidade de que as coisas aconteçam diferentemente. Portanto, tudo o que vai, seja pensamento, sentimento ou ação, volta. E sempre volta acrescido das energias acumuladas durante o ir e voltar. E se não for agora será no tempo de Deus; mas, seguramente, será!
Em certo sentido podemos dizer que o Perispírito é comparável a um pen-drive; o que vamos fazendo, pensando ou dizendo – de bem ou de mal - vai sendo gravado aí. É a preservação da memória que o Espírito leva para o mundo espiritual por ocasião da morte do corpo físico, para a necessária decodificação e armazenamento na Memória Espiritual. Quando de lá voltamos para uma nova viagem na matéria, trazemos novamente o nosso “pen-drive” com toda a programação da nova existência, detalhadamente gravada.
O que chamamos de “memória espiritual, memória ancestral ou memória cósmica” é o registro de todas as experiências desenvolvidas e de todo o conhecimento adquirido pelo espírito ao longo de sua trajetória existencial, que é eterna. A correção de falhas e o resgate de dívidas contraídas durante dada encarnação, poderão ser resolvidos ainda na mesma estada na matéria ou em reencarnações posteriores, conforme a dimensão e os desdobramentos da falha ou da dívida.
Há certos sentimentos e certas atitudes da pessoa humana que queimam suas chances de evolução rápida e transformam cada reencarnação em interminável calvário, doloroso e desnecessário.
André Luiz assegura que é possível programar a próxima reencarnação, agora mesmo. E, com efeito, isso é possível apenas com a prática do bem, em todas as suas nuances, se o indivíduo deseja uma próxima reencarnação tranquila e útil; ou, práticas ilícitas, abusadas e imorais, se o contrário for a preferência.
De todo modo a reencarnação é a manifestação inconteste da misericórdia de Deus, que através dela permite ao Espírito chegar à perfeição no tempo que ele próprio determinar. Mais rapidamente, aquele que melhor utilizar seu livre-arbítrio; mais demoradamente, aquele que preferir os prazeres da matéria em lugar das alegrias do conhecimento e da Luz.
No Evangelho de João há o relato da visita do fariseu Nicodemos, príncipe judeu, a Jesus e do diálogo travado entre ambos:
“- Rabi, bem sabemos que és um Mestre vindo de Deus; porque ninguém pode fazer as coisas que tu fazes, se Deus não Estiver com ele.
- Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus, responde Jesus.
- E Nicodemos contesta: Como pode um homem nascer de novo, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer outra vez?
- E Jesus esclarece: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito.”
O Mensageiro do Cristo não poderia ser mais preciso nessa informação! Porque é através das reencarnações sucessivas que o Espírito evolui e é através delas que a Justiça de Deus se materializa.
É ao perceber a dúvida não compreendida de Nicodemus que Jesus enfatiza a necessidade de o homem “... nascer da água e do Espírito.”
A Água, desde os primórdios da história do conhecimento humano já é tida como importante elemento na origem da vida. Na tradição filosófico-religiosa dos hebreus a água é matéria fundamental; é o elemento que estimula a vida. No Livro de Gênesis [Gen. 1:2], o primeiro livro do Pentateuco, de Moisés, está escrito que “... o Espírito de Deus se movia sobre as águas...”
Emmanuel, guia espiritual de Chico Xavier nos lembra de que “os modernos conhecimentos científicos atestam que as primeiras formas de vida, desde a concepção, se fazem no ambiente aquoso, seja a própria constituição do gameta feminino como o masculino, de cuja fusão (água) nasce o novo corpo, que adquirindo personalidade diversa da que possuía antes (espírito), recomeça o cadinho purificador, expungindo males e sublimando experiências para entrar no Reino do Céus”.
Elementar, portanto, entender que “nascer da água” não significa outra coisa senão... reencarnar. O que significa voltar à carne, voltar à vida na matéria, para continuar acumulando experiências e conhecimento.
Todos os males praticados pelo ser humano terão que ser “despejados” novamente na terra através do corpo físico. Isto é feito à custa do sofrimento, através das deformidades físicas, pelas deficiências físicas ou mentais, pelas dificuldades vivenciadas em todas as circunstâncias vividas. É desta forma que, dizem os Mestres da Alta Hierarquia Espiritual, livrando-se do carma, o espírito evolui para a Luz, para o esclarecimento Universal e para Deus.
Se o perdão, a caridade, o amor ao próximo, a prática do bem, o amor a Deus, etc., são os grandes remédios para a alma, na outra extremidade dos acontecimentos podemos destacar, dentre a imensa lista de “venenos” com que o espírito humano se autoaniquila, pelo menos quatro sentimentos: a Inveja, o ciúme, a vingança e o ódio, com destaque para este último.
O ÓDIO é um sentimento que castiga, de tal maneira, quem o sente que, muito mais do que causar angústia e agonia enquanto é sentido, traz consequências sempre desastrosas para as futuras reencarnações; isso atrasa – e muito – o programa evolutivo do Espírito. Além de ser um sentimento burro, porque só sente sua carga deletéria, quem odeia; jamais quem é odiado. Este, na maior parte das vezes nem fica sabendo de tal sentimento nutrido por outrem a seu respeito.
            Pensando um pouco mais, veremos quanta utilidade há em ouvirmos a recomendação de Jesus sobre “amar as pessoas que nos têm indiferença, ódio e desprezo”.
            Sobre esse ato de amar às pessoas que nos desejam o mal ou que nos odeiam, Fénelon, teólogo católico apostólico romano, poeta, escritor e  grande pensador francês [1651-1715], diz o seguinte: “O sacrifício que nos força a amar os que nos ultrajam e perseguem é... penoso; mas é exatamente isso o que nos torna superiores a eles!”
E vai além: “Não vos esqueçais que o amor nos aproxima de Deus; e o ÓDIO nos distancia Dele”.
Já comentamos que “os distúrbios psíquicos, como a depressão e outros desequilíbrios mentais ou emocionais, ocorrem pela proximidade de espíritos sofredores ou obsessores que, em razão da falta de esclarecimento e sentimentos nobres, são atraídos pelas energias negativas que vibramos.
No Evangelho Segundo o Espiritismo, no Capítulo 10, está escrito que: “A morte não nos livra dos nossos inimigos. Muitas vezes os espíritos vingativos perseguem com o seu ódio, além do túmulo, aqueles a quem continuam odiando.”
Bem a propósito disso, Em Mateus, 5: 25-26 encontramos o conselho do Mestre Nazareno: “Se estiveres fazendo a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta ao pé do altar e vá primeiro reconciliar-te com teu irmão. Só então volte e faça a tua oferta.”
Diante da seriedade de tais recomendações torna-se notória a consciência de que não há nenhuma caridade “mais ou menos sincera” e nenhum “meio amor ao próximo”. É imperativo que haja pureza de pensamentos e sentimentos quando houver disposição de servir ao próximo. E quando o fizermos... que seja por inteiro.
Os Espíritos da Alta Hierarquia, que auxiliaram à equipe de Kardec nas obras da Codificação do Espiritismo nos legaram, pelas páginas do Evangelho que então detalharam Segundo os novos conceitos que traziam sobre O Espiritismo, o seguinte ensinamento: “Esqueça o mal que te fizeram e não pense senão no bem que puder prestar. Aquele que conhece os ensinamentos do Cristo sabe que é e será, eternamente, responsável perante Deus pelos pensamentos que tiver, pois Deus os Conhece a cada um.
Devemos ser destituídos, sinceramente, de pensamentos e de sentimentos rancorosos. Deus sabe o que está no coração de cada um”.
E concluem: “Feliz daquele que pode adormecer, cada noite, na certeza de que não guarda nada contra o seu próximo!”
O ÓDIO, tema deste singelo trabalho, é a paixão que força as pessoas a desejarem o mal a alguém.
O ÓDIO, como todo sentimento negativo, “é um lixo que deve ficar com quem o produziu”, diz o Espírito Miramez.
Todos os sentimentos negativos ficam gravados no PERISPÍRITO e parte da sua influência mórbida é drenada para o corpo carnal, causando doenças e tornando a pessoa que os manifesta, predisposta às mais diversas enfermidades; inclusive psicológicas.
Por outro lado, pessoas que procuram praticar as virtudes aconselhadas pelo Evangelho de Jesus Cristo, constroem melhores condições de defesa, não só contra o ÓDIO, mas contra toda e qualquer energia negativa que a elas possam ser endereçadas.
Mas então - alguém pode perguntar – por que é que pessoas sabidamente más, bandidas e tiranas, não adoecem gravemente e na mesma proporção do mal que praticam, como seria de se imaginar?
O Espiritismo esclarece que “quanto mais atrasado é o espírito, mais grosseiro, denso e pegajoso é o seu PERISPÍRITO. Por isso tais pessoas podem conviver tranquilamente com o próprio lixo espiritual que criam. Nem por isso estão livres da responsabilidade por tudo o que criaram”.
De outro lado, quando a pessoa pratica o bem, estuda, adquire conhecimento, melhora comportamentos, hábitos, conduta e... evolui, seu PERISPÍRITO vai se tornando cada vez mais sensível, menos denso, mais fluídico, mais puro, mais delicado e cada vez menos material; isso reduz drasticamente a tendência às práticas que comprometem, diante da Lei do Carma, sua trajetória evolutiva.
A grande chave da libertação do Espírito, dos grilhões do endividamento cármico é, sem nenhum questionamento, o perdão; pedir e dar... perdão! Portanto, em lugar do desejo de vingança, do mau humor, do azedume, do desamor, da discórdia, do ódio, da inveja, do ciúme, do desejo - mesmo silencioso - de que os outros “se danem”, o mais inteligente é... PERDOAR. Sempre!
Quando perdoa, o indivíduo limpa boa parte da fuligem que emporcalha sua aura, seus plexos, seus chakras, seus centros de força e seu PERISPÍRITO. De sentimentos renovados no pensamento, no sentimento e na prática do bem, a pessoa cria uma verdadeira redoma energética ao seu redor e isso impede a entrada de energias negativas, obsessores e influências que tais, no seu campo energético.
O Espírito Miramez, no livro “Filosofia Espírita, Vol. I”, psicografado por João Nunes Maia, diz que “o perdão e o amor geram um campo magnético de poderosas energias positivas, que elevam nosso teor vibratório e nos colocam fora da sintonia e do alcance do mal”.
Diante do sentimento de mágoa, quando, por exemplo, alguém se vê ofendido, desrespeitado ou humilhado, o perdão continua sendo um bom exercício para recuperação da harmonia e da frequência vibratória ideais. Em tais casos, mentalize a pessoa causadora da mágoa, imagine-se diante dela como se estivesse diante um espelho e, olhando no fundo dos seus olhos, diga, sinceramente e do fundo do coração:
“Eu te perdoo com todas as forças do meu ser; com toda a minha sinceridade desejo que você seja feliz e que tua vida seja sempre iluminada. Muito obrigado por permitir que através de você eu possa mostrar a Deus que sou capaz de perdoar e que, em razão disso, posso mostrar ao Mestre Jesus que aceito e faço uso do seu conselho de amar ao meu semelhante como a mim mesmo, fazendo a ele todas as coisas que me deixariam feliz, se ele as fizesse a mim”.
O espírito fica aliviado e a sensação seguinte será de extremo bem-estar. É o perdão exercitado silenciosamente. É o espírito de um, falando ao espírito do outro, com sinceridade e sem a preocupação de que o seu gesto de grandeza seja, ou não, aceito.
E quando fizer isso, quem o fizer que o faça por inteiro. E aqui recordamos o conselho do Espírito de Verdade, extraído do Evangelho Segundo o Espiritismo: “Deus não se contenta com aparências. Ele sonda o fundo dos nossos corações e o mais secreto dos nossos pensamentos”.
Que este trabalho, voluntário e espontâneo, possa servir de companheiro para as tuas horas de dúvida, de escada para o teu desejo de ascensão e de conforto nas tuas horas de angústia, de dúvida, de medo ou de dor.
Paz e Luz!
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Nota do Autor: Para maior compreensão e enriquecimento dos conhecimentos aqui apontados, indicamos a leitura de “Um Manual Para a Ascensão”, do Mestre Ascensionado Seraphis Bey, Mestre do Quarto Raio, da Grande Fraternidade Branca Universal. [http://luzdanovaera-fraternidadebranca.webnode.com/a-g-f-b-u-/mestres-ascensos/serapis-bey/]