quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A Lógica da Reencarnação

   Questões a Considerar
                               10.02.2011

Arquimedes Estrázulas Pires

Quem acredita que a vida se resume a apenas uma existência de – na média máxima – 80 anos, é capaz de acreditar, com a mesma facilidade ingênua, que alguém - por exemplo - frequente a escola durante um ano só, em classe imaginária entre o primeiro e outro ano qualquer e saia de lá com título de doutor.

No caso, de duas uma: ou o sujeito cursa a tal série em que se matricula, com péssimo desempenho, porque não sabe nada de nada das séries que deveriam precedê-la ou, o que é pior, fica boiando todo o tempo porque em sua cabeça não cabe qualquer entendimento sobre um cálculo mais apurado ou, sobre funções celulares, curva de Gauss, princípio de Arquimedes, ciclo de Krebs, teorema de Pitágoras, tabela periódica dos elementos, análise léxica ou qualquer outra coisa que faça parte da grade curricular das séries não cursadas, por mais banal e corriqueira que seja para alguém que já a tenha visto ou ouvido falar. Na existência humana as coisas também se passam mais ou menos desse jeito.

Como incutir na cabeça de quem desde a mais tenra idade ouve fórmulas prontas e dogmas que engessam capacidades de pensamento e sentimentos novos, por que de certas pessoas sabem muitas coisas e outras – da mesma família ou círculo social - sabem muito menos? Como explicar que tal criança tem inteligência esmerada enquanto um seu irmão - ou aparentado próximo - não consegue acompanhá-lo no mesmo desempenho? Como compreender que em família de admirável saúde física e mental e prole privilegiada, possa nascer um pequenino cheio de deformidades físicas, descoordenação motora ou desequilíbrios mentais?

Fora das muitíssimo bem fundamentadas justificativas da reencarnação do Espírito, como explicar que Mozart (Wolfgang Amadeus), mesmo antes de aprender ler e escrever compunha suas primeiras peças de música clássica e as apresentava à realeza do seu tempo; que aos 11 anos de idade comporia seu primeiro concerto e aos 17 já seria contratado pelos melhores teatros e casas reais? De onde teria surgido tal vertente artístico-musical e talento de tamanho destaque? Do nada? Do acaso?

Apenas para asseverar a inutilidade de tal crença, no mundo de Deus o nada não existe e “acaso” é mera muleta para a ignorância que temos acerca de inúmeras coisas.

Einstein criança
Albert Einstein, o autor da Teoria da Relatividade, de onde haverá tirado a inteligência que o fez expulso da escola, ainda menino, porque sabia mais do que sua professora? Teria sido um truque de mágica da genética de seus pais, ou a sapiência do cientista procede de outros tempos, outras vidas?

Como compreender, por exemplo, que uma criança venha ao mundo sem braços e pernas, enquanto seus irmãos dividem-se entre jogar futebol, fazer alpinismo e destacar-se nos palcos, como dançarinos clássicos?

Onde a explicação para o fato de um casal bonito, rigorosamente dentro dos melhores padrões de beleza, darem origem a um ser portador de tamanhas deformidades físicas, como no caso de Huang Chuncai, o chinês alcunhado de o “homem elefante”, que o National Geographic tem mostrado volta e meia, na TV?

Compreender de que jeito, o fato de Mahatma Ghandi haver livrado a Índia do jugo inglês, que já ia pra lá dos 100 anos de duração, sem dar um único tiro ou derramar uma única gota de sangue, usando apenas o poder da verdade, da não-violência e da mansidão? De onde a sabedoria de Ghandi, houvesse ele vivido apenas uma vez?

Que paradoxo é esse que permitiu a Barack Hussein Obama, negro, havaiano e muçulmano, chegar ao governo dos Estados Unidos da América, país dentre os mais racistas em todo o Planeta e de relações diplomáticas com nações muçulmanas, sabidamente arranhadas?

E o mais impressionante! Um menino pobre, nascido de carpinteiro humilde e jovem iletrada, agasalhado em uma cocheira de beira de estrada, na hora do parto, porque seus pais não tinham como providenciar abrigo de mais conforto, como entender que tenha sido capaz de, mesmo sem nunca ter aprendido a ler e escrever, sem que nunca tenha escrito uma única palavra, tenha tido a capacidade de falar a tanta gente e nos legar tão importante compêndio sobre a Lei do Amor e outras verdades, como o Evangelho do Cristo?

A reencarnação, além de jogar imenso jorro de luz sobre todas essas questões e tantas outras, também está qualificada como uma das mais importantes provas da Universal Justiça de Deus, que nada Faz sem que uma razão maior a justifique. Todos colhemos segundo nossas próprias obras! Nunca é demais repetir!

E se está escrito assim, que todos colheremos conforme houvermos plantado, como seria possível imaginar que alguém “furaria o esquema” e alcançaria as bênçãos de Deus, mesmo tendo vivido – até aí – uma vida torta? Seria possível, justo e adequado, apoiar tal tese na declaração do Messias, de que "todo o homem verá a salvação de Deus"? [Lucas, 3:6].

Mas é verdade que "todo o homem verá a salvação de Deus"! Entretanto, não dessa forma, evidentemente! Conforme disse Jesus a Nicodemos em Betânia, apenas e tão somente “quem nascer de novo verá o Reino de Deus” [João 3:5-8]. Significa dizer que quem passar pelo misericordioso processo das reencarnações sucessivas, aprenderá tanto e evoluirá tanto em cada uma delas, que um dia fará jus à condição de “salvo pelas bênçãos de Deus”, o que por sua vez também significa que, no mundo de Deus todos temos todos os direitos às coisas que merecemos. Não há privilégios no Universo!

Prova maior, da Justiça de Deus? Deus não passa a mão na cabeça de ninguém! Ou respeitamos as Leis Naturais, ou não fazemos por merecê-las e ficamos sem o que sonhamos ter ou ser, até que as mereçamos! Tão simples quanto isso.

É pra frente que se anda, diz o velho ditado e, com efeito, o Espírito humano NÃO regride jamais; pode até estacionar no tempo, por negligência, incúria, desleixo, preguiça ou preferência temporária pelo negativo, sombrio e trevoso. Regredir, no entanto, jamais!

Sendo assim, sabendo que toda a displicência nos faz perder tempo como quem, cansado ou desanimado, senta-se à beira dos trilhos e perde o bonde, que inteligência é a nossa, que nos permite agir tão levianamente? Somos os únicos responsáveis pelo tempo que durar a viagem que nos levará à Luz! E demorar mais pra quê, se a eternidade nos mantém abertas todas as portas e oportunidades que nos permitirão conhecimento, experiência e sabedoria, ingredientes primordiais pra quem deseja a angelitude?

Ramatis
Ramatis diz que “o diabo de hoje será o Anjo de amanhã”, numa referência claríssima de que encarnação após encarnação, experiência após experiência, conhecimento após conhecimento... nos transmutaremos de pedra bruta em brilhante, como garante Jesus na frase já citada, "todo o homem verá a salvação de Deus" [Lucas, 3:6].

Os casos citados no início deste trabalho são apenas alguns exemplos de situações e experiências existenciais que marcam, profundamente, a maneira de sentirmos a vida e as nossas convicções a respeito da existência ou não, da reencarnação.

Seria justo se, em algum dos exemplos dados, Deus permitisse que Sua obra tivesse tom de imperfeição aos olhos do mundo? Como admitir Justiça de Deus no caso de existirmos durante apenas um período de algumas horas, semanas, meses ou anos, deformados por efeitos teratológicos os mais diversos, plantados em camas ou cadeiras de rodas, sem direito a movimentos, atividades de lazer e esporte, sem jamais poder subir em uma árvore, dirigir um automóvel, andar de bicicleta, curtir uma praia, deliciar-se em folguedos infantis, abraçar a pessoa amada e com ela dançar, de olhos fechados, como embalados por sons angelicais, enquanto nossa parentela pode fazer tudo isso e muito mais?

Seria justo, da parte de Deus, que alguns poucos à nossa volta tivessem o privilégio de nascer na abastança e viver esbanjando saúde, dinheiro e oportunidades, enquanto outros, seres de Sua Criação como todos nós, nascidos à quase míngua, assistissem a vida escorrer pelas frestas do tempo, como sói acontecer, sem que jamais pudessem sentir-se ou ser felizes?

Da mesma forma como seria impossível, em uma só existência - de qualquer duração! – evoluirmos suficientemente e de tal maneira que chegássemos da rusticidade à perfeição. Nem mesmo é possível imaginar tal transmutação.

Ademais, essa história de condenação eterna para os que erram ou - em linguagem mais atemorizante - pecam, e ociosidade eterna para os que “fazem” a vontade daqueles que adulteraram as Escrituras para satisfação própria e de suas organizações, como no tempo em que indulgências eram vendidas a peso de ouro e propriedades, a toda sorte de gente, mesmo à mais errada na condução de suas vidas, não tem qualquer fundamento.

“A quem muito foi dado... muito será pedido” [Lucas:12:48]. Claro está, portanto, que quanto mais ganhamos em oportunidades, benesses, bênçãos e conhecimentos, mais responsáveis nos tornamos perante a Espiritualidade Maior, perante os nossos semelhantes e perante nós mesmos. E quanto mais aprendermos, mais obrigações teremos em compartilhar o conhecimento adquirido. É assim e não de outro jeito, que as coisas funcionam.

Quanto mais erramos, mais somos forçados a aprender os caminhos por onde se alcança o perdão; quanto mais somos perdoados, mais obrigações contraímos em também perdoar. Quanto mais conhecemos, mais responsáveis nos tornamos em não tentar burlar as Leis da Natureza porque, se o fizermos, certamente seremos cobrados; aqui e agora ou em outro lugar e em outros tempos. É a Lei de Causa e Efeito, de que fala Jesus em sua garantia de que “colheremos, rigorosamente, daquilo que houvermos plantado”.

Mas, atenção! Pedir perdão na certeza de que será perdoado e que, portanto, poderá continuar fazendo o errado na certeza de que novamente terá o perdão, é ser moleque com Deus, achando que Ele vai perdoar, indefinidamente, sem antes nos conceder oportunidade nova e o necessário tempo para o arrependimento verdadeiro e para o reparo do dano causado a outrem ou a nós mesmos! Porque quando erramos, dependendo das consequências do erro, lesamos tão gravemente nosso corpo perispiritual que, não raro, nos serão exigidos algumas centenas de anos ou diversas reencarnações para que sua funcionalidade seja restaurada e devolvida.

O Perispírito é o modelo do corpo físico que, em determinada passagem pela matéria, nosso Espírito utiliza como veículo pra cumprir ações programadas e, através delas, evoluir. Agora, de posse desse conhecimento, já é possível entender – um pouco melhor – o porquê de tantas deficiências físicas, de tantas deformidades, de tantos sofrimentos, de tantas dificuldades, de tantas doenças, tantas dores... Mas, também, através desse conhecimento é possível compreender – um pouco melhor – tantas diferenças sociais, tantas capacidades desiguais, tanto sucesso de muitos, tanta desonra de outros, tantas vitórias e tantas lições novas, dessas que nos acostumamos – equivocadamente – a tratar como derrotas, quando deveriam ser chamadas de... oportunidades.

Mas, só fazendo, sentindo e vivendo, somos capazes de nos tornar sensíveis às Leis da Natureza de Deus! Só reencarnando - inúmeras vezes! – seremos capazes de nos tornar, verdadeiramente, dignos das promessas do Cristo!

E, por falar em Cristo, vamos examinar uma questão que tem passado longe das preocupações de entendimento das pessoas que dizem seguir Jesus e tê-Lo como Mestre:

Pouca gente, dentre os que se denominam cristãos, pára ou já parou pra pensar sobre o porquê de Jesus Cristo haver sido submetido a tanta crueldade, pelos romanos, já que era um homem de Paz.

O ponto interessante dessa questão é o fato de que, sendo Jesus um Mensageiro do Cristo, seria de se acreditar que Ele não teria razões para padecer daquela forma, diante dos seus compatriotas e dos homens de Cezar.

Mas então como é que os Espiritistas, os Universalistas Crísticos, os Umbandistas, os Budistas, etc, dizem que, porque colhemos das sementes que plantamos, os sofrimentos são frutos das nossas próprias ações?

Acontece que os Espíritos reencarnam por razões diversas: a maioria, claro, reencarna porque precisa evoluir e, sendo a Terra um Planeta Escola, é um bom lugar para tal propósito, onde podem resgatar velhas dívidas e provar a si mesmos que já superaram fraquezas e antigas falhas. Mas, outros Espíritos, de hierarquia mais alta, reencarnam por missão e, estes, na maior parte das vezes não precisando mais reencarnar porque já atingiram o status de “Espíritos Puros”, como no caso do Espírito Crístico que esteve entre nós com o nome de Jesus, o Nazareno, assumem missões de extrema dificuldade. Coisas fáceis podem ser feitas por qualquer um; missões especiais, entretanto...

Embora não tenham que provar nada a ninguém, esses missionários cumprem programações que demandam sofrimentos e situações que nem sempre estamos preparados para compreender, no tempo em que vêm. Tanto é verdade que o próprio Jesus, ao prometer o Consolador ou, Espírito de Verdade, disse: “Pedirei a meu Pai e Ele mandará um Consolador, o Espírito de Verdade, que ensinará a vocês todas as coisas que eu não tive tempo de ensinar e os fará lembrar de tudo o que eu vos disse mas que vocês não estão suficientemente maduros para compreender”. [João 14:16-31]

Jesus, o Mensageiro, ou Messias, veio em missão especialíssima: divulgar o Evangelho do Cristo [João 14:24], “fazendo cumprir a Lei” recebida d’Ele por Moisés, cerca de 13 séculos antes, à qual conhecemos como Os Dez Mandamentos. Isto prova, além de outras tantas coisas que, realmente, como a isso já nos referimos, NÃO há privilégios no mundo de Deus! Jesus foi concebido, parido, crescido, criado e... morto, como qualquer mortal. E Ele permaneceu durante 33 anos entre nós como um ser mortal; como outro qualquer! A imortalidade estava apenas em Seu Espírito, da mesma forma como está nos nossos.

Até poderia ser “diferente”, se quisesse, mas Seus objetivos seriam fadados ao fracasso, se assim se propusesse. Como é que alguém que veio com a missão de mostrar ao mundo que somos todos iguais e que o Amor tudo vence, poderia ter sido concebido, gestado, parido, crescido, criado, aprendido e vivido na suntuosidade dos palácios, com a riqueza de poucos e com as facilidades proporcionadas pela abastança, que caracteriza a vida de tantos dentre os poderosos?

Jesus É humilde em seus atos, verdadeiro em seus propósitos e fiel em sua missão. Anda à pé, com pés descalços, dorme ao relento, não sabe ler ou escrever e, mesmo sendo um Enviado de Deus, em tudo age como um homem do povo. É exatamente aí que está a Sua grandiosidade, sua superioridade e sua Luz! É por essas razões que o chamamos de mestre. Só falta mesmo que seus exemplos, seus feitos e suas lições sejam seguidos, como são seguidas as lições, os feitos e as lições de todos os mestres.

Jesus, portanto, não sofreu por força de colheitas, resgates ou acerto de contas; seu sofrimento foi consequência da missão a que se dispôs e lição para toda a humanidade dos tempos que viriam. De um jeito simplista poderíamos comparar as condições em que ocorreu a missão de Jesus Cristo, com o gesto de quem – diante de perigo iminente – se jogue na água pra salvar alguém em risco de afogamento; sabe que poderá sucumbir, mas o faz por amor ao próximo.

A crença em “condenação eterna” e em “castigos de Deus” precisa ser abolida do pensamento humano. O Espírito busca caminhos, situações e meios de evoluir e – para tanto - precisa fazê-lo em segurança, sem sectarismos religiosos e sem os dogmas frustrantes, que induzem à preguiça de pensar e apenas satisfazem pessoas e instituições que em lugar da Verdade da Criação, optam pelo “faz de conta que é isso, acredite e sossegue o facho”.

Aqui, algumas Citações evangélicas que mostram, com fatos, registros da reencarnação: [Mateus 11:8 -15, 16:13 -17 e 17:10 -13], [ Marcos 6:14-16 e 9:10-13], [Lucas 9:7-9] e [João 3:1-12].

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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Velhas verdades, novas luzes



04.02.2011
Arquimedes Estrázulas Pires
O QUE É O SOM
            O som é a propagação circuncêntrica[1] de uma onda mecânica em meios materiais que têm massa e elasticidade; como os sólidos, líquidos e gases.
            O ouvido humano ouve sons situados na faixa de frequência entre 20 Hz[2] e 20.000 Hz; acima e abaixo dessa frequência estão o ultrassom e o infrassom, respectivamente. Os elefantes se comunicam através de infrassons. Já os cães ouvem sons de frequência acima de 20.000 Hz.
Baleias comunicam-se através dos sons que podem chegar à intensidade de 185 decibéis[3] e à distância de até 160 quilômetros. Ao receberem a resposta de outras baleias, pelo tempo que o som demorou para ir e voltar, “sabem” a que distância está o grupo, o macho ou a fêmea com quem acaba de se comunicar.
            Na água também os golfinhos navegam e se comunicam de forma análoga e, no ar, os morcegos; ambos se utilizam de um sistema de sons de alta frequência. O sistema é tão perfeito que através dele uma fêmea de morcego, de cria, sai para buscar alimento e ao retornar à caverna escura onde habita o grupo - que pode somar alguns milhares de morcegos dependurados de cabeça para baixo - encontra seu filhote em questão de segundos.
            Esse sistema é conhecido como “eco localização ou eco locação”. No caso dos morcegos a biologia explica que eles se orientam assim: Os sons emitidos ricocheteiam nos objetos e nas presas que localizam com claridade tridimensional através dos ouvidos e, desta maneira, conseguem voar sem problemas, mesmo na noite mais escura”.

QUEM É DEUS
            Não há nenhuma pretensão, para os efeitos deste texto, de desenvolver teorias sonoras ou divergir daquelas já consagradas pela ciência. Contrariamente a isso, entretanto, é justamente nas constatações científicas que buscamos embasar nosso raciocínio.
            Seguindo essa esteira de fatos que a ciência abona e prova, podemos afirmar que a luz é uma forma de energia – energia luminosa - e que o pensamento gera energia e também se propaga pela imensidão do Universo, como os sons, as ondas de rádio, os raios gama, beta e etc. O mundo Criado tem uma lógica e isso nos diz, com todas as letras, que há uma Inteligência Cósmica responsável por tudo o que há! A essa Inteligência Suprema é que chamamos de... Deus.

ENERGIA DO PENSAMENTO
            A ciência declara que o pensamento gera energia e esta se propaga de diversas formas. Quem se der o trabalho – proveitoso como todo trabalho! – de ler um pouco sobre o velho eletroencefalógrafo e sobre os modernos leitores de imagens conhecidos como Pet Scan[4] e Spect Scan[5], verá que sobre a energia gerada pelo pensamento humano a ciência sabe muito mais do que as religiões mostram; e não deveria ser assim.
Albert Einstein, diz que “a ciência sem a religião é coxa; a religião sem a ciência é cega”.
Allan Kardec, o codificador do Espiritismo nos dá outra informação de relevante importância, que também embasa este ensaio e abre novos horizontes para que a nossa imaginação navegue livre, leve e solta. Ele diz que todos os seres e todas as coisas, em todos os recantos do Universo, são feitos a partir da matéria-prima mais básica que há: o Fluido Universal. E vai além, quando refere-se a ela como “energia elementar primitiva, que dá origem a tudo o que há”.
Faremos outras referências à Doutrina dos Espíritos, neste trabalho, porque é ela a única corrente filosófico-religiosa que afirma que “tudo o que o Espiritismo disser e a Ciência NÃO provar, NÃO é Espiritismo”. Logo, o Espiritismo é Ciência. Mas também é doutrina e é filosofia, como a ele se referem os Espíritos que auxiliaram Kardec nos trabalhos da Codificação.

PENSANDO E CRIANDO
Feitas as “apresentações”, vamos ao raciocínio que ensaiamos:
Há um velho conceito de que o ser humano não utiliza mais do que apenas 10% da sua capacidade cerebral; mito!
O que ocorre, segundo a ciência, é que muito provavelmente ninguém utiliza 100% das suas funções cerebrais durante 100% do tempo. Mas o cérebro humano, conforme comprovado pelas modernas tomografias e ressonâncias magnéticas, funciona de tal maneira que nenhuma área ou região de sua composição permanece inativa durante todo o tempo. O que é bem diferente.
Leonardo Da Vinci anuncia que “quem pouco pensa muito se engana”. Isso porque, como vimos, o pensamento gera energia; e se é capaz de gerar energia, considerando que esta é componente básico para todas as coisas, então... pensando somos capazes de criar. Tanto ideias, situações e coisas importantes, úteis, necessárias e corretas, quanto o contrário.
Já sabemos, portanto, que o pensamento é energia e, como tal, se propaga pelo Universo, passando por cérebros, auras, espíritos, lugares, situações, causas e efeitos, deixando em cada um desses lugares... sua marca registrada; positiva ou negativa.
Como os golfinhos, as baleias, os morcegos e os elefantes, como as ondas do rádio, os raios alfa, beta, gama e outros, e como os sons e a luz, porque estamos mergulhados no Fluido Universal, do que tudo é feito, e inclusive nós mesmos, todas as energias cerebrais que geramos se propagam em forma de ondas circuncêntricas nesse meio, através do Cosmo[6] infinito. Dessa forma nos relacionamos, ainda que não o saibamos por inteiro, não apenas com os nossos semelhantes, mas com toda a Natureza. Inclusive, telepaticamente.

CAUSA E EFEITO
Pra que se estabeleça, por exemplo, uma comunicação telepática, basta apenas que, em dado momento, alguém esteja vibrando pensamentos na mesma faixa vibratória em que estivermos fazendo o mesmo. As ondas cerebrais assim emitidas e intercambiadas, que podem ser medidas através de equipamentos chamados de magnetrônomos, são do tipo daquelas pelas quais os elefantes se comunicam: ondas de baixa frequência. Isto é, vibram na faixa de frequência abaixo de 20 Hz.
Quando nos relacionamos com outras pessoas, desenvolvemos sentimentos, que geram pensamentos, que geram energia, que se propaga e marca - temporária ou definitivamente - os sentimentos e os pensamentos das outras pessoas. Esses sentimentos e pensamentos gerarão outros padrões energéticos que se propagarão e criarão as mais diferentes causas. Cada causa terá - em atendimento à Lei - efeitos que, no devido tempo, reclamarão reconhecimento e, quando for o caso, o necessário reparo.
Um relacionamento conjugal mal conduzido, por exemplo, cria padrões mentais (energéticos) capazes de se propagar e criar situações insustentáveis; a recíproca, entretanto e felizmente, é verdadeira. No caso de um padrão mental negativo os cônjuges desenvolvem práticas sentimentais agressivas e de intolerância; um simples olhar pode desencadear situações de embaraço e violência. Porque há uma energia negativa que se irradia de um para o outro, criando tais situações. Vem daí a máxima “Omnia vincit amor” - o amor tudo vence.

QUEM SOU
Conhecer – inda que minimamente – a existência dessa irradiação energética, poderá nos transformar em pessoas capazes de praticar o bem, indiscriminadamente, onde quer que estejamos. E então compreenderemos o que o velho Aristóteles [384 A.C. – 322 A.C.] queria dizer quando afirmava que “eu sou aquilo que pratico todos os dias”. Se pratico o bem, me transformo em uma pessoa do bem; se pratico o mal...
Isso nos ensina a compreender melhor como nos desincumbimos da tarefa – nem sempre fácil – de conviver com familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho...
Mas também nos ensina a entender com mais facilidade porque é que coisas simples, como:
- um sorriso a quem está triste,
- um aperto de mão a quem já esqueceu o que é isso,
- um abraço a quem se vê desprotegido,
- um elogio a quem só ouve críticas miúdas,
- uma atenção a quem está no abandono,
- um incentivo a quem perdeu a autoestima,
- uma demonstração de afeto e carinho ou
- uma bênção, uma boa palavra, um bom augúrio...
... SEMPRE fazem a diferença!

AS PEDRAS QUE DEIXAMOS CAIR
Displicentes, andamos por aí perdendo oportunidades preciosas de exercitar a gentileza, o perdão, a honestidade, a sinceridade, a capacidade de ficar de boca fechada quando não é preciso dizer nada, a capacidade de nos indignar diante de injustiças e esquecendo que nem tudo o que é notório é digno de respeito; de outro lado e muitas vezes, as coisas simples, que jamais merecem a nossa atenção, são tudo o que alguém infeliz precisa pra, de novo, se interessar pela vida.
A depressão, a ansiedade, a retenção de líquidos, as disfunções glandulares, as enxaquecas e a desesperança são males que acometem pessoas que perderam a coragem de compartilhar suas dores, suas angústias, sua insegurança, suas carências e seus sonhos. Não raramente o bom e velho abraço pode mostrar que somos solidários, mudar o quadro e devolver-lhes o ânimo, a coragem e a fé. A atitudes assim é que chamamos de... praticar o bem.
Quando nos abraçamos a alguém, trocamos energias com ela; os excessos se compensam, o equilíbrio energético se faz e a sensação de bem-estar – quando o abraço é sincero – se estabelece; de um e de outro lado.
Entre os nossos irmãos animais, das categorias a que nos referimos como “irracionais”, só há registro de angústia, depressão, ansiedade e disfunções orgânicas, em presença de perigo extremo ou em condição de cativeiro; porque vivem, rigorosamente, conforme as Leis Naturais. Sinal de que nem sempre a capacidade de nos movermos por sentimentos e não mais por instintos, como eles, nos dá o status de seres... superiores. Hora, portanto, de repensarmos a maneira de fazer, ser e sentir.
As grandes pedras da estrada pouco perigo representam à nossa viagem pelo tempo, porque podem ser vistas de longe, em tempo de providenciarmos uma solução para contorná-las ou evitá-las. São as pequenas pedras que nos ferem com mais frequência e, se não tivermos o necessário cuidado, o ferimento pode ser de graves consequências.
Quando nos relacionamos com o nosso “eu” ou com outras pessoas, porque somos seres sociais e não é normal vivermos sozinhos, vamos derrubando pedrinhas, pedras, pedregulhos, matacões e verdadeiros maciços graníticos, por onde andamos. Com isso vamos criando pontos perigosos à nossa própria passagem e à dos nossos semelhantes; pela Lei de Causa e Efeito, mais cedo ou mais tarde teremos que reparar nossa incúria. E se a pedra ainda estiver lá... por esforço próprio teremos que removê-la.

CUIDADOS E ATENÇÕES
Preciso cuidar do meu corpo, porque o meu Espírito depende dele pra cumprir a contento a sua missão de aprender, conhecer, desenvolver experiências e evoluir. Eu não sou o corpo que estou vestindo neste momento; sou o Espírito que o veste.
Preciso cuidar do que faço no meu relacionamento com terceiros, porque das minhas ações, das minhas palavras, dos meus sentimentos e até do que penso quando trato com eles, dependerá a colheita que um dia – obrigatoriamente – terei que fazer.
Porque quero uma boa colheita, tenho obrigações comigo mesmo em produzir boas sementes! E só posso produzir boas sementes se já houver assimilado o que seja a prática do bem, do amor ao próximo e da caridade.
Quando pratico o bem, me dedico com amor ao meu semelhante e busco ser caridoso, isto é, quando não prejudico pessoas, me relaciono com elas respeitando o direito de cada uma em viver como bem entender e, se for solicitado a agir, o faço com justiça, certamente estarei produzindo boas sementes. Boas sementes geram bons frutos e, quando tiver que apanhá-los, se forem bons, o farei com alegria. Se, ao contrário, não forem dos melhores, serei o único responsável por isso; a escolha das sementes... foi minha.
Agindo no bem ou no mal, geramos energias que se dissiparão através do Fluido Universal - do que o todo é feito e em que todos estamos imersos - e alcançarão outras mentes, outros corpos, outros espíritos; é altamente recomendável que essa ocorrência não produza atritos. Só assim desfrutaremos da alegria de viver. Não havendo “pedrinhas” na estrada é provável que não haja grandes feridas e, portanto, é possível que haja saúde, equilíbrio e... harmonia. Não há outra fórmula para tal e não há mágica capaz de modificar essa verdade.

DNA
A física quântica estuda as partículas subatômicas, isto é, partículas cujos sistemas físicos ocupam espaços extremamente reduzidos, demandando equipamentos e métodos especiais e específicos, para estudá-las. Ou seja, é o ramo da ciência, que estuda a Natureza naquilo que ela tem de menor, como, moléculas, átomos, prótons, neutros, elétrons, etc., embora também possa se ocupar de fenômenos macro.
Pois bem: é a física quântica que, através de experiências e estudos que desenvolve sobre a interação universal entre energia e matéria, nos dá provas de que, na verdade, “estamos todos conectados; ao Universo e uns aos outros”. Ao afirmar que somos energia, ela nos informa que a interconexão entre seres e coisas se dá pelas vias da faixa vibratória em que nos encontramos.
Veja o que Gregg Braden, geólogo e estudioso das mudanças do magnetismo da terra, um dos mais comentados cientistas da atualidade, nos revela como resultado de pesquisas feitas nos Estados Unidos da América do Norte, pelo Instituto Heart Math, usando os princípios da física quântica:
Após a conclusão do pesquisa, impressionado com os resultados, Gregg Braden declara: “Somos levados a acreditar que há um novo campo de energia e que o DNA está se comunicando com os fótons por meio desse campo”.
No experimento foram recolhidas amostras de leucócitos - glóbulos brancos, do sangue - de vários doadores.
Essas amostras foram colocadas em uma sala de laboratório, devidamente acondicionadas e conectadas a equipamentos capazes de medir alterações elétricas.
Os doadores – do DNA - eram colocados em outra sala e submetidos a estímulos provocados por vídeos que lhes causavam diferentes emoções.
Doadores e DNAs eram monitorados e, quando um determinado doador mostrava alterações emocionais (medidas em ondas elétricas), seu DNA, visualizado através de microscópios muito potentes, expressava respostas idênticas e simultâneas. Alterações no emocional dos doadores correspondiam exatamente às alterações observadas pelos cientistas no DNA correspondente.
O objetivo da experiência era saber até a que distância poderiam separar cada doador, de seu DNA, sem que o efeito observado cessasse. A experiência foi interrompida quando a distância entre DNAs e respectivos doadores ultrapassara a casa dos 80 quilômetros, sem que os resultados sofressem qualquer alteração.
O que se descobriu foi que o DNA mudou de forma de acordo com os sentimentos dos pesquisadores.
Quando os pesquisadores sentiam gratidão, amor e apreço, o DNA respondia “relaxando-se” e seus filamentos esticavam-se. O DNA tornou-se mais grosso.
Quando os pesquisadores sentiam raiva, medo ou stress, o DNA respondia contraindo-se. Tornou-se mais curto e até apagou muitos de seus códigos.
É o que acontece quando “permitimos” que energias, pensamentos e sentimentos negativos se apoderem de nós.
Os códigos de DNA conectaram-se novamente quando os pesquisadores manifestavam sentimentos de amor, alegria, gratidão e apreço. Essa experiência foi aplicada posteriormente a pacientes com HIV positivo.
Descobriram que os sentimentos de amor, gratidão e apreço criaram respostas de imunidade 300.000 vezes maiores que aquelas obtidas sem eles. Assim, temos aqui uma resposta que pode nos auxiliar a permanecer com saúde, sem importar quão daninho seja o vírus ou a bactéria que esteja flutuando ao redor. Como? Vibrando sentimentos de alegria, amor, gratidão e apreço.
Essas alterações emocionais foram mais além de seus efeitos eletromagnéticos. Os indivíduos treinados para sentir amor profundo foram capazes de mudar a forma de seu DNA.
Gregg Braden diz que “isso ilustra uma nova forma de energia que conecta toda a criação. Essa energia parece ser uma rede - estreitamente tecida - que conecta toda a matéria. Podemos influenciar essencialmente essa rede de criação por meio de nossas vibrações.
Isto “significa que as células vivas se reconhecem através de uma forma de energia não reconhecida com antecipação”, diz Gregg Braden.
Esta energia não é afetada pela distância ou pelo tempo. Não é uma forma de energia localizada, mas uma energia que existe em todas as partes, durante todo o tempo”, enfatiza.
EMOÇÕES
 Conforme queríamos demonstrar, há uma interconexão entre as partículas que compõem as células que formam os corpos físicos das pessoas e, entre estas com tudo e todos que as cercam; inclusive com o Universo; todos somos formados a partir da mesma matéria-prima, o Fluido Universal e nele estamos imersos. As ondas de energia que geramos se propagam através dele e aí está, conforme demonstra a experiência de Gregg Braden, a razão do porque sentirmos emoções ou reações emocionais que ocorrem com pessoas que, em dado momento, estão distantes de nós; uma mãe sente quando um filho está sob forte emoção, mesmo que a quilômetros de distância.

EVANGELHO
Isto posto, podemos inferir, com absoluta confiança, que as razões que levaram Jesus a nos presentear com o Evangelho não foram plasmadas em nenhum desejo Crístico[7] de que a humanidade terrena se transformasse em uma horda de seres de raciocínio lento, incapazes de distinguir entre as suas obrigações - enquanto encarnados - e as atribuições de Deus, Criador de tudo. Definitivamente, Jesus não trouxe nenhuma “Notícia Cósmica” sobre precisarmos ser religiosos subservientes e isentos da capacidade de discernir. Pelo contrário, o Evangelho é uma incontestável lição de lógica e de racionalidade. Recebo, na justa medida da minha disposição em doar!

mandamentos
Aliás, nesse contexto a Terceira Revelação também ocupa lugar de importante destaque, quando, nas palavras do Espírito de Verdade, passadas à equipe de Kardec durante as ilustrações do Evangelho para as obras da Codificação, nos aconselha: “Espíritas, amai-vos; eis o primeiro mandamento. Instruí-vos; eis o segundo”.
            O Espiritismo, que é Ciência, Doutrina e Filosofia, como o define o codificador, embora tido como religião, conceitualmente difere delas. Na concepção geral, religião é a “crença na existência de forças ou entidades sobre-humanas responsáveis pela criação, ordenação e sustentação do universo.” [Aulete Digital]
            Mas, afora o Espiritismo e o Universalismo Crístico, um passo adiante, nenhuma religião especifica, identifica ou justifica sua maneira de ver a vida e o mundo. Especialmente as religiões espiritualistas, como a católica e as evangélicas, que acreditam na existência do Espírito enquanto Ser Criado e Eterno, mas não sabem como isso se dá ou o que isso significa. Baseadas em dogmas, a maioria delas é partidária do princípio de que “o homem não está qualificado para discutir os mistérios de Deus”. Por isso as igrejas se parecem mais com clínicas de terapia religiosa do que – como deveriam ser – templos a serviço da lógica, da verdade e da vida. Como, aliás, se comportam os centros espíritas. E se alguns deles não têm o mesmo entendimento, debite-se a dessintonia ao fato de que “todos estamos a caminho da Perfeição; mas nem todos estamos à mesma altura da viagem”.
Mas, calma; a paciência também é uma forma de oração e, quem espera sempre alcança, diz o provérbio. Virá o dia em que “seremos todos um só rebanho, sob a orientação de Um Só Pastor”. [João 10:16]

Referência Bibliográfica:
1 – Wikipédia – Enciclopédia Livre – Propagação do som
2 - Site Você Decide: www.vcdecide.com.brA energia do pensamento
3 – Allan Kardec - A Gênese, - capítulo XIV - item 3
4 – Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo –

5 - Instituto Univérsico de Pesquisa e Educação – [http://iupe.webnode.com]

6 – Wikilivros: http://pt.wikibooks.org – O que é física quântica

7 – Blog Espiritualidade e Ciência: http://espiritualidadeeciencia.blogspot.com

8 – Universalismo Crístico: www.universalismocristico.com.br




[1] Que se propaga em ondas circulares a partir de um único centro. Como quando se joga uma pedra n’água.
[2] Hertz – Unidade de frequência, equivalente a um ciclo por segundo [Hz] [Aulete Digital]
[3] Unidade de medida da variação relativa de potência elétrica ou sonora; expressa na prática a intensidade do som [Símb.: dB]: Sons de intensidade superior a 80 decibéis causam dano aos ouvidos. [Aulete Digital]
[4] Positron Emission Tomography
[5] Single Photon Emission Computed Tomography
[6] O universo, considerado no seu conjunto organizado e harmônico. [Aulete Digital]
[7] Emanado do Cristo