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Benevolência

Benevolência 25/07/2016 Arquimedes Estrázulas Pires Não veja o idoso às vezes enfermo, às vezes esquecido, às vezes criança novamente, às vezes com algumas marcas no rosto e no corpo, dessas que o tempo deixa em quem se expõe a ele, como um traste velho sem utilidade, sem história e sem vida. Definitivamente um idoso não é nada disso, por mais que o abandono em que amiúde é visto, o deixe com ares de quem o seja! Cuide, se for solicitado a cuidar. Dedique-se se for da tua alçada se dedicar. Atenda, se ser atencioso fizer parte dos teus compromissos familiares ou mesmo profissionais, e seja sempre carinhoso, amoroso, benevolente e misericordioso. Seja caridoso sempre, mesmo que não te caiba qualquer responsabilidade ou obrigação de atenção, zelo e cuidados. Todos somos pequenos seres criados, mas todos precisamos da ajuda dos outros, conforme Bertold Brecht, no texto “os fuzis da Senhora Carrar”. Não raramente há idosos que em razão da própria natureza e...

Retovo

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Retovo [Arquimedes Estrázulas Pires - 2015] Não é de hoje que existo. Meu tempo é dos mais antigos. Campereando mil coxilhas, Fazendo e perdendo amigos. Tenho andado entre mil mundos Cumprindo missões e provas, Descortinando lembranças E aprendendo lições novas. Desde bem antes do Cristo Tenho andado neste mundo, Abrindo os sentidos d‘alma E entendendo porque existo. Mesmo em silêncio profundo Sorrindo ou mesmo chorando, Nem sempre mantendo a calma Mas sempre me levantando. Venho mesmo de bem longe; Desde as barrancas do mundo, Onde fui guerreiro e monge, Talvez, até vagabundo. Venho de estâncias distantes, Das fronteiras da querência Lembrando vidas de dantes, Desde os confins da existência. Já viajei por muitas eras, Vivenciando a própria história, E embora muitas quimeras, Deus me deu muitas vitórias. Sempre peleando com a vida E aprendendo com problemas, Tiro mil lições da lida, ...

Liberte Noel

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Liberte Noel 16.12.11 Arquimedes Estrázulas Pires             Todos os anos, Noel, o bom velhinho das renas, do trenó e dos guizos, desfila sua invejável resistência física e - de chaminé em chaminé - vai repartindo pedaços de sonhos, aos milhares, com crianças de todo o Planeta.             A túnica vermelha e o barrete de Noel são a vestimenta do natal do comércio, que desperta sonhos de consumo, vaidades, ciúmes, inveja e outros sentimentos que conflitam com todas as virtudes. Excetue-se, claro, o festejo em família, que emociona, reúne, lembra, sente saudade, chora, presenteia, banqueteia, come e bebe. É o contraponto do Natal, mas, pela metade.             Crianças nascidas de famílias carentes de bens e posses materiais são despojadas, quase com crueldade, do direito de querer e sonhar. Nada podem além de...