sábado, 22 de janeiro de 2011

Os males físicos e a medicina terrena

21.01.11

Arquimedes Estrázulas Pires

Na medida do esforço que tenho despendido – voluntariamente, claro! – para adquirir conhecimentos acerca de fenômenos que ainda causam dúvidas e até algum desassossego nas pessoas que dividem espaços comigo nessa marcha infinda, rumo ao amanhã, mesmo sofrendo algumas críticas negativas – aqui e ali – tenho obtido informações que levantam minha cabeça e me permitem caminhar com mais desenvoltura por dentre os labirintos - de incertezas e dúvidas - tão característicos e tão comuns à humanidade a que pertenço. Desta feita, entretanto, percebendo que adiante há um horizonte cristalino e luminoso onde é possível identificar, com clareza, a verdade que liberta e enaltece o espírito.
Alguns textos que tenho produzido registram essa busca incessante de ambientes informativos suficientemente claros, capazes de permitir a percepção de coisas que - mesmo em presença da modernidade - os meios filosófico-religiosos e até correntes da ciência, parecem recear escancarar ao conhecimento de todos, como seria desejável.
Em palestras e textos – sempre com base nos resultados das buscas que faço - tenho procurado ser bastante objetivo nas referências à origem da grande maioria dos males físicos que dificultam de todas as maneiras a vida das pessoas e que não têm tido – por enquanto – um combate efetivo de suas causas, pela medicina terrena, que trata efeitos e doenças, mas que, nas palavras do Espírito Ramatís, esquece – na maioria das vezes - as causas e os doentes. É sabido, no entanto, ainda que subliminarmente, que em todos os casos e de todas as maneiras, somos os únicos responsáveis pelas “colheitas” que fazemos. Não há, portanto, males casuais; todos têm origem em nossa maneira de fazer as coisas, não importando quais e de que gênero sejam.
No livro “Fisiologia da Alma”, da Editora do Conhecimento, obra psicografada por Hercílio Maes, Ramatís presta um esclarecimento importante, sobre a questão:
Os médicos ajudam as criaturas sofredoras a suportar e resistir estoicamente às dores provocadas pela sua própria expurgação deletéria descida do perispírito para a carne. Eles promovem os hiatos de alívio e de convalescença, contribuindo para que os enfermos não atinjam a fase de saturação e desespero psíquico quando submetidos a um excesso de sofrimento contínuo e acerbo.
No futuro, os médicos, além de preciosos servidores vigiando a composição sadia do corpo físico, também cumprirão a sublime tarefa de ajudar o equilíbrio mental e emotivo de seus pacientes, orientando-os para a vivência evangélica, que efetua a cura definitiva da alma”.
Note-se a clareza da resposta, quanto à autoria da dor, quando refere-se a ela como ocorrência provocada pela eliminação de causas nocivas, trazidas ao corpo físico através do “modelo” perispiritual, para serem devolvidas à natureza em forma de sofrimento. É a necessária reparação de erros pretéritos, feita em forma de lições novas, objetivas e eficazes. Por mais que sejamos perdoados, em razão de equívocos que cometamos, é indispensável e imperioso que os reparemos.
É muito útil repetir que, durante nossa trajetória existencial, sempre colhemos frutos produzidos pelas sementes que um dia escolhemos, selecionamos e plantamos; não importa há quanto tempo isso tenha ocorrido!
O sujeito que bebe além do limite tolerável e se arrebenta no primeiro poste que encontra ao sair do local de sua loucura, não poderá, evidentemente, culpar a quem quer que seja, além dele próprio, pelos arranhões ou as quebraduras que ganhar. A mesma coisa acontece com os males físicos com que nos deparamos em determinados trechos da caminhada pela vida.
O sujeito que se fecha em torno dos seus problemas e vai remoendo cada um deles, de forma repetitiva, todos os dias, sem nunca dar uma chance de alívio a si mesmo, dividindo suas preocupações com um amigo, uma pessoa da família, um psiquiatra ou quem mais seja, será sempre um sério candidato a problemas renais. Os rins filtram o sangue, retém - temporariamente - os resíduos inservíveis e os eliminam através da urina, mantendo-se sempre prontos a novas “cargas” a serem filtradas. Rins que não filtram adequadamente, têm seus resíduos transformados em cálculos renais, processos infecciosos, intoxicações, etc, comprometendo todos os demais órgãos e sistemas do organismo. Sem falar nos desastres que podem ser causados na composição sanguínea, na pressão arterial, na produção de hormônios, etc, etc, etc, se os rins não estiverem funcionando satisfatoriamente. Exatamente o que pode acontecer com quem não trata de se desfazer, no devido tempo, de pensamentos, sentimentos e situações que lhe causam mal. Dúvidas eventuais, sobre as razões de uma simples dor de cabeça ou até de uma depressão profunda, podem ser mantidas na lista dos efeitos sem causa aparente, caso o próprio paciente não fale com seu médico, sobre elas.
É bem possível que alguém que jamais tenha fumado, não venha a morrer de enfisema pulmonar. Quem nunca praticou ilícitos, muito provavelmente jamais “verá o sol nascer quadrado”, como se diz daqueles que vão para a prisão por desrespeito à lei e à ordem. Da mesma maneira, quem só pensa, sente e pratica o bem, jamais terá que drenar toxinas ancestrais e fazer acerto de contas de velhas dívidas perdidas no tempo.
Desde os primórdios da história humana as religiões e as seitas têm funcionado sobre modelos rígidos que, naturalmente, tornam-se arcaicos com o passar do tempo e com isso acabam esquecendo de prestar atenção à marcha ininterrupta da vida. No Universo, como na vida, tudo está em constante transformação; nada é estático.
O Espiritismo, conhecido entre seus adeptos, seguidores e simpatizantes, como “A Terceira Revelação” de Deus ao homens, codificada por Allan Kardec sob a responsável vigilância de equipes iluminadas dos Planos Astrais Superiores, mostra - não obstante a pecha de “coisa do demônio” com que algumas ordens religiosas a ele se referem – à espécie humana que, absolutamente nada... acontece por acaso.
Um dos veículos dessa assertiva é a própria declaração de Jesus Cristo, de que “todos colherão conforme houverem plantado”; na linguagem da Terceira Revelação, tudo acontece segundo a Lei de Causa e Efeito. E isso vale para tudo e para todas as situações da vida humana.
Exemplos? Vamos lá:
    • Saia descalço, para uma caminhada e dê uma boa topada na primeira pedra que encontrar pelo caminho;
    • xingue o guarda de trânsito;
    • fique duas semanas sem se alimentar, só tomando água;
    • use crack, tome toda a cachaça que puder, dirija bêbado;
    • se indisponha com os vizinhos;
    • renuncie à tua condição de Filho(a) de Deus e viva como se fosse uma criatura artificial;
      Anote os resultados obtidos depois das experiências e medite sobre eles.
          Mas, calma! Sempre é possível “corrigir o rumo” e evitar os dissabores; reforme-se, intimamente, e tudo o mais será melhorado em teus dias.
Mesmo com toda a negligência às coisas de sua responsabilidade... a humanidade jamais esteve só. E, mesmo que muitos o critiquem, desacreditem, e até o qualifiquem de... “coisa de satanás”, o Espiritismo tem trazido luz a essa questão do sofrimento humano e até a medicina já conta com extraordinários profissionais que, associando técnicas acadêmicas aos ensinamentos da Espiritualidade, têm conseguido aliviar sofrimentos, eliminar dores e curar indizíveis males físicos; especialmente aqueles de origem psíquica. Esses profissionais aprenderam, além do ensinamento colhido na Universidade, a cuidar, também, dos males espirituais dos pacientes que atendem. De nada adianta encher de medicamento... um frasco que até há pouco guardava veneno.
É assim que as coisas funcionam!
O próprio Espírito Ramatis reafirma isso, na obra acima citada, quando repete que “a humanidade terrena, quanto às suas necessidades espirituais, nunca foi esquecida pelo Alto, pois inúmeros médicos do espírito passaram pela Terra, deixando os mais sublimes e salutares roteiros para a cura definitiva de sua humanidade.
Cada povo do vosso orbe, conforme seus costumes, características psicológicas e religiosas, já recebeu do seu guia espiritual o programa certo e elevado para curar-se de suas mazelas psíquicas, embora o seu corpo físico ainda permanecesse enfermo devido aos desatinos cármicos do pretérito.
Buda na Ásia, Hermes Trismegisto no Egito, Confúcio na China, Zoroastro na Pérsia, Crishna e Rama na Índia e Jesus na Judéia, além de outros líderes religiosos e terapêuticos do Espírito, ensinaram com devotado carinho quais os verdadeiros medicamentos para a cura da alma. Eles pregaram as virtudes espirituais em todos os climas geográficos do orbe e o fizeram de maneira sublime e entendível a todas as criaturas. Explicaram que, enquanto os pecados fazem mal ao espírito e o levam ao inferno, as virtudes o beneficiam e o conduzem ao céu. A precariedade da época em que atuaram em vosso mundo não lhes permitia transmitir os seus conhecimentos em linguagem técnica e científica, como atualmente já os podeis entender ante o progresso mental do homem.
Mas é evidente que, em face do vosso progresso atual, já podeis aquilatar a virtude como um progresso científico e profilático que diafaniza o perispírito, enquanto o pecado o ensombra e intoxica pela produção de venenos psíquicos, que depois deverão ser purgados nos charcos astrais, ou então transferidos para o corpo carnal combalido e enfermo, através de cruciantes sofrimentos. Enquanto os pecados da gula, o ciúme, a luxúria, a avareza, o orgulho, a vaidade, o egoísmo, a crueldade, a maledicência ou a hipocrisia produzem fluidos tóxicos e lesivos à delicadeza da vestimenta perispiritual, o espírito adquire a saúde quando se habitua à prática da bondade, da paciência, da humildade, da pureza, da honestidade, do amor, do altruísmo, da filantropia, da frugalidade, da renúncia ou da simplicidade.
Há muito tempo, pois, que já existem os mais eficientes roteiros para a cura definitiva do espírito; resta, apenas, que os médicos sejam mais compreensivos na sua missão terapêutica, libertando-se um pouco mais da exclusividade complexa do preciosismo acadêmico e dos seus vultosos compêndios de Medicina, para também confiarem nos ensinamentos deixados por Jesus, os quais são admiráveis medicamentos do mais alto teor sideral”.
Mas enfim, habitamos níveis evolutivos diferentes e é, portanto, naturalíssimo, que não haja unanimidade em relação às incontáveis contribuições da Espiritualidade à humanidade que atualmente viaja pelo mundo físico. O que nos diferencia dos espíritos é que, neste momento, estamos vestindo um corpo físico e denso e eles não. Entretanto, assim que nos desfizermos desse “revestimento” desajeitado, compreenderemos que... espíritos, é o que somos.
E, como partículas do Universo, todos estamos sujeitos às Leis que o impulsionam e movem. Cada qual renovando seu interior, limpando e substituindo pensamentos e sentimentos sujamente inferiores, por outros de natureza sublime e elevada, seguramente, sentiremos que a humanidade é plenamente capaz de construir coisas com as quais se surpreenderá. Inclusive corpos permanentemente saudáveis que permitam aos que precisam deles, cumprirem a missão que, como espíritos de Deus, têm a cumprir.
Quando nos assenhorearmos dessa realidade, então teremos mais condições de zelar pela nossa própria saúde e a dos semelhantes que caminham conosco pelas estradas do tempo. As casas Espíritas têm um papel preponderante nessa questão e podem ajudar, como de fato tem ajudado – e muito! - na “reforma” interior das pessoas. O que, invariavelmente, leva à harmonia orgânica e ao estabelecimento de uma saúde física mais perceptível e mais durável.
E, completando a abordagem que fazemos ao tema, quando as universidades espalhadas por todo o Planeta disponibilizarem a base científica que a Espiritualidade já disponibiliza a todos os interessados, através de cursos e treinamentos especializados, então, definitivamente, a saúde das pessoas terá a salvaguarda da Luz de Deus e será, por consequência, durável e definitiva.
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Confie na tua voz interior

                                                                                   19.01.11
Texto de: Julio Andrés Pagano
Semillas de Luz
Tradução: Arquimedes Estrázulas Pires

Enquanto me aproximo e, suavemente, toco teu ombro, meu coração te pede que olhe um pouco para o que vê, com os olhos da alma. Vê? Por detrás do texto há um sábio Ancião com uma vela acesa. Sinta sua vibração imaculada. Está iluminando esta mensagem com a belíssima luz do Amor, pra que em teu interior surja - em toda sua plenitude - a confiança. É um nobre guia! Veio impulsionar-te, com sua energia redentora, para te levar, de novo, a contemplar o Sol. Bendito seja!

                       Com a delicadeza daqueles que conhecem a dor das feridas e são conscientes do que o esgotamento e a confusão podem te causar, com a pureza de sua frequência o Ancião acaricia, docemente, o teu corpo, para que possas recobrar a beleza da tua aura. Seus olhos sinceros falam através do movimento das minhas mãos; e então te escrevo. Este é o harmonioso som de uma mensagem cristalina; suas palavras chegam para te dar energia e aumentar tua capacidade de compreender.

                        Se eu pudesse te mostrar o quanto é importante continuar caminhando sem fechar o coração, minha tarefa estaria cumprida. Estou aqui para te ajudar, pois a transição é intensa. Não acredite se te disserem que ninguém te escuta! Há portas que não se abrem, exatamente para que você tome a iniciativa de caminhar em outra direção. Não titubeies, nesse gesto. As situações que parecem injustas te darão a possibilidade de aprender a se superar na adversidade. Sinta cada passo! Respeite teu próprio ritmo e... continue!

                        O Descanso não é uma perda de tempo; ele permite que você interiorize o que tem vivenciado. Ainda que pareça o contrário, ninguém tropeça sempre nas mesmas pedras. Novos ensinamentos cruzam teus caminhos a todo momento, para te permitirem a oportunidade de aprender, de um modo diferente, aquilo que acreditavas que tinha somente uma solução. Teu universo interior se amplia e se enriquece à medida que o observas sem fazer julgamentos. Abrace a tua realidade e a transforme com a força que se irradia a partir da tua alma.

                        Abra-se! Um imenso fluxo de energia dourada vem acariciando as estrelas para trazer até o teu coração o esplendor de um majestoso tempo. Internamente, você sente que a Terra te chama para dançar com ela a dança criativa do Amor, mas tua mente se reprime, pensando que não será desse jeito que poderás suprir tuas necessidades mais básicas. É possível vencer esse abismo, aparentemente intransponível, que leva ao nada, esforçando-se, mais uma vez, para abrir as asas firmes da certeza de que é possível fazê-lo.

                        Renove a confiança em tua voz interior e siga pelo caminho do Amor. Não temas diante da intensidade das provas; elas apertam mas não enforcam. Em breve verás surgir novos espaços de consciência onde poderás compartilhar tuas experiências. Ali o teu coração abraçará outros corações e, então, cantará e sentirá que o que foi vivido não foi em vão. Sentirás uma grande e profunda calma interior e perceberás que faltam apenas uns poucos passos. Confie! Confie! Confie!

                       O Ancião de longos cabelos brancos e túnica resplandecente pousa suas graciosas mãos sobre tua fonte, silenciando todo o ruído mundano. Ele te olha de maneira angelical e então... a tua alma o reconhece. Uma flor se abre ao vê-los caminhando juntos, envoltos nesse halo reluzente e amoroso de uma nova realidade. O Sol brilha. Teu coração festeja! Você venceu e acabas de renascer na luz da confiança em Deus.

                       Segue andando!

                       Segue confiando!

                       Sou um Mensageiro!

                       Bendito sejas... tu!


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