terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Você pode; você dá conta!


03.01.11

Arquimedes Estrázulas Pires

Há momentos em que as forças parecem desaparecer, o sentimento esfria, a fé se esvai, a coragem empalidece e a vontade, esboroada, junta os próprios farelos e respira ofegante, como se quisesse deixar de existir. É quando mais precisamos de Deus em nossas vidas!
E o mais impressionante é que muitos de nós só lembra d'Ele, Pai e Criador de Todos os Mundos, nessas horas de angústia extrema! Nada de glorificar o Criador quando a hora é de festa, saúde, alegria, curtição e liberdade total; pra quê, dizem?!
Justamente nessas horas é que devemos nos lançar em preces de gratidão porque a vida transcorre livre e elevar cânticos em louvor a Quem devemos tudo e nada Cobra, nada Reivindica e nada Exige. O livre-arbítrio é o indicador que deveria estar sempre ligado pra nos lembrar de tais obrigações. Quem agradece quando nada lhe falta é sempre amparado quando lhe falta tudo.
Tantas maneiras de agradecer a Deus por tantas bênçãos e, não obstante a pluralidade de escolhas, ainda há quem não adote nenhuma. A caridade, o amor ao próximo, a oração pelo enfermo ou recluso, a alegria no trato com quem nos cerca, a paciência, a resignação, o sorriso sincero, a palavra macia, o abraço de ternura, a palavra que consola, o perdão, o arrependimento... Tantas maneiras!
Deus não tem preferência por nenhuma delas e nem espera agradecimentos, pois quem dá de coração aberto não espera retorno ou retribuição. Mas é justo receber e não devolver, quando nada, um gesto de gratidão e reconhecimento? É justo enxergar só os tombos, os tropeços, os percalços, as “desgraças”, os “defeitos”, os reveses e tudo o mais nessa linha, quando na verdade estamos mergulhados – mesmo os que se vêem mais infelizes! - em um oceano de bênçãos, lições e oportunidades de aprender e obter ensinamentos?
Na ingratidão não há Luz, na indiferença não há amor, no azedume não há caridade, na desesperança não há fé e na reclamação costumeira não há Deus. Deus está onde há sentimento nobre, determinação, caridade, gratidão, esperança e fé; é no conjunto de tudo isso que O encontramos.
Quem apenas reclama, acaba triste, a tristeza leva à depressão, a depressão atrai a doença física, que propicia os males do espírito, que produzem energias opacas, cinzentas, pesadas, densas, pegajosas e... difíceis de suportar. Quem só vê o lado feio das coisas e aplica em seus dias apenas o que contradiz as Leis de Deus, candidata-se a ocupar lugares à esquerda do Cristo e compara-se ao joio. Logo virá o dia em que este será – obrigatoriamente – separado das boas sementes.
Ainda há tempo para esvaziar as velhas gavetas e os socavões da memória e jogar fora o que estiver mofado, o que não serve mais, que judia, escraviza, sufoca, entristece, deprime, degenera e destrói. Não importa o quanto veja-se atolado no descaminho, no vício, no sofrimento, na dor, na infelicidade, ainda há tempo pra reformar a alma, escancarar as janelas do espírito e permitir que a Luz de Deus invada o vazio - limpo do inservível - e aí se Instale produzindo amor e fazendo de você um novo ser.
Quem agradece na adversidade, glorifica na dor, sorri ante os obstáculos, empenha-se e supera-se, produz Luz; produz Vida! Deus está sempre de mãos estendidas aos que O buscam na alegria e agradecem na dor. Nenhuma lição fácil ensina tanto quanto uma experiência difícil, bem sucedida. E não há sucesso onde não há empenho, determinação, vontade e perseverança.
Se você plantou, é evidente que a qualquer tempo estará colhendo! E quem colhe precisa carregar o produto das suas decisões e do seu livre-arbítrio até poder depositá-lo onde já não pese mais em suas costas. Mas Deus, O Senhor da Justiça e da Vida, jamais colocará em teus ombros, carga maior do que a tua capacidade de suportar.
O bom aluno esforça-se, enfrenta problemas e os resolve, enfrenta situações e as supera. Quando sai da escola sabe muito mais do que se imaginaria capaz; é o que acontece na vida, quando nos decidimos pelo esforço e nos dedicamos às boas conquistas e à superação. Há um velho ditado que diz: “A vida é uma escola que não tem férias.” Aprendemos todos os dias, 365 dias por ano e 24 horas por dia. Aplique-se, portanto, e aproveite o tempo... para aprender; quanto mais difíceis as lições, maior será tua sabedoria, ao final!
Dizia Aristóteles, na velha Grécia, que “eu sou aquilo que pratico todos os dias”. Em verdade, se pratico o bem, todos os dias, acabo por tornar-me uma pessoa do bem; mas o contrário também é verdade!
Persevere no bem, abra o coração e a alma, deixe Deus ocupar o melhor lugar em teu “eu” e esteja certo de que o teu amanhã será de Paz e de Luz!
Você pode; você dá conta!

Um comentário:

Sheila disse...

Verdade pura mesmo hein, Tio... Pena que nem sempre estamos totalmente lúcidos para ver isso o tempo em que tudo nos acontece, por isso a importância de lembrar mesmo sempre de Aristóteles, sempre gostei dessa frase dele. Obrigada por compartilhar esse texto maravilhoso com tantas pessoas que realmente precisam dessas palavras.