terça-feira, 20 de abril de 2010

Fim de ciclo


Fim de ciclo
20.04.10
Arquimedes Estrázulas Pires

É preciso buscar a sensibilidade necessária para compreender certas evidências verificadas nas entrelinhas da história humana.
Objeto de trabalho de inúmeros pensadores e autores consagrados, entre eles Paulo Coelho, já há pouquíssimas dúvidas sobre estarmos vivendo mais um “fim de ciclo” na caminhada da raça em busca da perfeição.
Separação do joio e do trigo, fim dos tempos, juízo final ou que nome se lhe dê, o fato é que tudo leva a crer que estamos no fim de mais um ciclo evolutivo. Mas não do fim do mundo; Deus não demoliria a própria obra só porque algumas criaturas optaram por descaminhos.
A era da tecnologia, pelas experiências colhidas no mundo do agronegócio, nos permite saber que a melhor maneira de separar a boa da má semente, a semente que gera capital, da semente que inça, é na peneira após a colheita quando, igualmente maduras, fica mais fácil a identificação e o aparto. Deus sabe disso há muito tempo e é por isso que a separação está se dando agora!
Pensando assim fica mais fácil entender o porque do gigantismo da maldade - em todas suas formas – e do que é do bem. De um lado a corrupção, o banditismo, os descaminhos jurídicos e judiciais, a manipulação legislativa, os abusos de poder nos governos e nas religiões e, na outra ponta – felizmente! – o amor, a caridade, a solidariedade, a religiosidade, a espiritualização do ser e a universalização da figura do Cristo.
E tem sido assim porque no Universo tudo busca o equilíbrio e a estabilização; nada do que é instável permanece assim indefinidamente.
A busca do equilíbrio, via de regra, tem mais sucesso quando quem o faz anda pelo meio. Quem anda pelos extremos corre o risco de permanecer no caos.
Quando capacitados, à custa do exercício existencial, a compreender a álgebra da Criação, então também descobrimos que - energia que somos - pelo que pensamos e pelo que sentimos podemos atrair ou repelir coisas que a humanidade aos poucos vai conseguindo identificar como bem e mal ou, em linguagem mais transcendente, como energias positivas e negativas.
O pensamento – energia radial – produz efeitos e coisas a partir do seu centro gerador e a ele também os atrai. O cérebro humano, essa estação de contato entre físico e extrafísico, qual perfeita usina de processamento energético, direciona o seu produto final em benefício ou não, do que lhe cabe cuidar; seja o mundo à nossa volta ou nós mesmos.
O materialismo primitivo, de quando o homem ainda não cogitava das coisas de Deus, tem sido transformado – sistematicamente – pelos instrumentos de conhecimento a que temos tido acesso, de modo que já dispomos de provas suficientes para entendermos, realmente, o que Albert Einstein sentia quando disse que “a ciência sem a religião é manca e a religião sem a ciência é cega”.
É justamente a ciência que nos informa sobre o fato de que é a partir do caos que se torna possível a ordem.
E a “teoria do caos” é que explica o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos, como a natureza, por exemplo; ou as relações humanas.
Ela diz, também, “que não importa a quantidade de fatores interagindo, simultaneamente, pra que um determinado resultado seja pequeno ou grande. Mas que certamente, se for em um sistema não linear, o resultado será sempre instável e imprevisível.”
A vida é um sistema não linear. Ou seja, não depende sempre das mesmas condições, dos mesmos locais ou das mesmas circunstâncias, para ocorrer. Na natureza, as alterações que pode sofrer dependem de fatores circunscritos ao universo dos fatos e, no âmbito da ação humana, depende do livre-arbítrio dos agentes envolvidos. Se me decido, por exemplo, a fazer uma viagem em dois ou três dias, poderei fazê-la em circunstâncias totalmente diferentes do que se me decidir a fazê-la em uma semana ou em um mês. O resultado da viagem, no caso considerado, independerá de quantas pessoas me acompanhem e de que meio eu me utilize para fazê-la. Mas continuará sendo instável e imprevisível, embora haja uma expectativa a respeito.
Analisando as circunstâncias, me parece que as sementes estão maduras e o tempo é adequado à separação. O mal, personificado no mau uso da religião ou da política, no tráfico de drogas, nos crimes contra a natureza e a vida, no desrespeito à lei e à ordem, no poder a qualquer preço, ou em que outras faces tenha, atingiu o ápice e não pode mais continuar grassando por aí; o Planeta Azul está pronto para receber os “herdeiros” da Nova Era.
Da mesma forma o bem, pronunciado através dos avanços da ciência e da tecnologia, da compreensão do Espírito Crístico, manifestada por tantas e inúmeras correntes filosófico-religiosas, pela prática da caridade e do amor ao próximo, coisas sentidas com destaque nas ocorrências trágicas que vez em quando assolam a humanidade e pela presença indiscutível de Deus entre nós, o que pode ser notado pelo aporte à Terra, de espíritos de extrema inteligência, coisa percebida sem nenhum esforço entre as crianças do nosso tempo, demonstra que essa também é uma semente madura e pronta para o seu total aproveitamento no novo tempo que aí vem.
É, portanto, chegada a hora da separação do joio e do trigo.
As manifestações aparentemente ferozes, das forças da natureza aqui e ali, nas erupções vulcânicas, no degelo das calotas polares, nas acomodações de placas tectônicas, nos temporais, nas tempestades e nos furacões, em que pese as afirmações que se desencontram enquanto abundam, podem ser nada além de uma preparação do Planeta para as novas condições de vida que as Forças Siderais pretendem dar aos que o habitarão nos tempos de agora em diante; por que não?
Hermes Trismegisto, a quem se deve a teoria do hermetismo, diz que "toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade mas nenhum escapa à Lei de Deus".
Assim pode ser justificado, com mais clareza e menor dificuldade, o galope das ações e reações negativas com que a humanidade terrena – ou parte dela - tem sentido a marcha da vida.
É o caos em sua plenitude! Sinal de que só agora é possível o rearranjo pra que as coisas tomem seus devidos lugares e o equilíbrio – finalmente – se estabeleça sobre a messe onde já se prepara a separação das sementes.
A universalização do Espírito Crístico depende dessa nova destinação que será dada à Terra; da mesma forma os que a herdarão.
E, como quem planta sabe o tempo em que deve colher os frutos, Deus também sabia quando estaríamos prontos para a liberdade total.
Nos manuscritos Maias, no Apocalipse de João, em profecias de toda ordem, no I Ching, nas Centúrias de Nostra Damus ou em que oráculo ou compêndio científico quer que consultemos, vamos perceber que o Universo pulsa, incessantemente, numa transformação permanente com objetivos de aperfeiçoamento do que hoje é.
Deus também tem um plano de mudanças pra nos tornar melhores e melhor o nosso habitat. Em breve, Gaia – o nome grego do nosso Planeta –assumirá seu papel de Paraíso e aqueles que, por merecimento e afinidade, a herdarem, formarão a nova humanidade.
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